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Presença de miss trans Nadja em fila de recrutamento do exército tailandês provoca discussão


A presença da Miss Patra Wirunthanakii, mais conhecida pelo público como Nadja, na fila de recrutamento do exército tailandês na última semana vem causando discussão no país. Ela é uma mulher transexual de 21 anos e esteve ao lado de homens cis, sendo tratada como tal. 

Na mídia, a imagem de Nadja entre os demais recrutas foi noticiada em tom humorístico. E ativistas trans vem questionando a necessidade de forçar mulheres trans a participarem do processo.

Nadja mostra confirmação do recrutamento
Apesar de ser considerado um dos países que pessoas trans mais procuram para a cirurgia de redesignação sexual (genital), a Tailândia ainda não permite que a população trans retifique o gênero dos documentos oficiais, o que torna obrigatório a participação de mulheres trans nesta seleção, bem como a de homens cis.

A universitária trans Anchada Duaymphan, que também participou do recrutamento, revelou à mídia local que estava nervosa nos centros de seleção. Ela afirma, por exemplo, que não é lida 100% como uma figura feminina, que não fez cirurgias, e que os olhares tendem a ser diferentes, correndo o risco de ser aprovada. 

Representantes da comunidade LGBT se reuniram com representantes do governo em Bangcoc para discutir se recrutas trans podem receber um tratamento diferente. “Isso pode causar mais estresse para recrutas trans”, disse Ronnapoom Samakkeekarom, da Aliança T para os Direitos Humanos, informou o jornal The Mirror.

O resultado desta conversa deve ocorrer só em abril do próximo ano, quando os próximos recrutas de nove distritos serão convocados em três centros de seleção e aguardarão a definição do futuro.
Olhares para a candidata trans durante o recrutamento
Durante o concurso que a tornou conhecida na Tailândia

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