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Travesti Hérica Izidório, que foi espancada e jogada de viaduto, morre após dois meses internada


A travesti Hérica Izidório, de 24 anos, não resistiu a agressão transfóbica que recebeu no dia 12 de fevereiro. Ela estava internada em coma no Instituto José Frosa (IJF) há dois meses e morreu vítima de traumatismo craniano na quarta-feira (12), por volta das 7h, no Ceará.

Hérica saiu com amigos para uma festa de pré-carnaval no bairro Jardim América em 11 de fevereiro. Na volta, na madrugada do dia 12, foi abordada por um grupo de 10 homens, foi agredida e jogada de cima do viaduto da Avenida José Bastos, no bairro Porangabuçu.

O crime ocorreu pouco antes do que matou a travesti Dandara dos Santos, apedrejada e morta a tiros, mas não teve tanta divulgação na mídia. A família alega que, além da revolta da violência transfóbica sofrida por Hérica, que enfrentam dificuldades financeiras, pois apenas a mãe e Hérica trabalhavam no momento.

Além disso, a irmã Patricia Castro, de 33 anos, alega haver descaso com as investigações, pois até o momento nenhum autor da agressão foi identificado ou preso, e nenhuma informação sobre as investigações foi repassada. O G1 entrou em contato com a Secretaria de Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS) sobre o andamento das investigações, mas não recebeu retorno.

Ao jornal O Povo, ela desabafou: “Estamos todos muito arrasados, principalmente minha mãe”. À Istoé, ela disse: “Cobramos da polícia a prisão dos autores dessa barbaridade, fato que ainda não aconteceu”.

O velório ocorre nesta quarta-feira (13), na Igreja Nossa Senhora Salete, no bairro Bela Vista. O enterro ocorre no Cemitério Parque da Paz, no Passaré.

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