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30 depoimentos de quem sente orgulho de ser travesti, mulher transexual e homem trans

Por Neto Lucon

O Dia do Orgulho de Ser Travesti e Transexual foi comemorado no último dia 15 de maio. E, na data, o NLUCON pediu para que algumas pessoas que utilizaram o filtro em comemoração ao dia respondesse: “Por que você sente orgulho de ser travesti, mulher transexual e homem trans?”. 

+ Data foi iniciativa do Fórum TT do Rio de Janeiro; saiba mais


A enquete contou com a participação de diversas militantes, ativistas, atriz, misses e profissionais de diversas áreas que fazem parte da população T. E mostrou que, apesar de todos percalços e preconceitos na vida de uma pessoa trans, há vários motivos para se orgulhar.

Afinal, muito mais que carregar a bandeira nas mãos, a população trans carrega a sua bandeira no corpo, vivencia 24h essa identidade e é símbolo de re(ex)istência em uma sociedade cisheteronormativa (que só vê cisgêneros heterossexuais como possibilidades legítimas de existência).

É uma homenagem do NLUCON com a ajuda das incríveis leitoras e dos leitores para contribuir com o orgulho de ser travesti e transexual. E também para inspirar muita gente. Confira os depoimentos! 




Laylah é consultora de imagem,
jornalista de moda e ativista


“Tenho orgulho de transgredir esse ‘cis’ tema falido de uma sociedade hipócrita. Orgulho de me apropriar do meu corpo, da minha vida, dos meus desejos e dos meus sonhos. Orgulho de ser resistência e não marionete social. Orgulho de me olhar no espelho e de me reconhecer” - Laylah Felix

Anyky é costureira e militante


“Tenho orgulho porque, com todo desprezo que enfrentei na vida, consegui sobreviver. Porque consegui me desvencilhar de toda amargura sofrida e ainda ter coragem para lutar por um Brasil para todo ser humano” - Anyky Lima





Ela é Miss Transex Niterói
“Tenho orgulho de ter forças para correr atrás do direito de ser eu, de poder ser por fora o que sou por dentro, de poder mostrar a todos que o diferente também é bom, comum e nada surreal. Me orgulho de chegar até onde cheguei e mostrar que também tenho meu lugar ao sol, independente do meu gênero” - Kexya Alexandre



“Porque corpos transvestigeneres são políticos desde semrpe. Quem transicionou, pagou o preço por isso ao se ver sem direitos
Indianara é profissional do sexo,
militante e vereadora
 suplente do PSOL
nenhum em uma sociedade cishetero transfobica e viu algumes encontrando no suicídio a saída. Quem não transicionou também pagou o preço da tristeza e frustração por se ver em um corpo-prisão e algumes como saída também se suicidaram.

Nossos corpos são políticos, ativistas, militantes, mesmo que não estejamos inserides em nenhum movimento social de luta LGBs. Eles podem ter uma sexualidade dissidente, mas estão conformes em alguns espaços. Por terem seus registros civis conformes, podem usar um banheiro tranquilamente, salvo raros casos. Mas as pessoas transvestigeneres tem até isso negado.


No dia do orgulho de ser travesti e transexual servirá para que em alguns anos as novas gerações saibam que foi necessário que corpos transvestigeneres se transformassem em tanques de guerra para poderem sobreviver dentro dessa sociedade opressora e que nada foi simples e de graça. Tenho orgulho de ser quem sou. Indianara Siqueira.

Ela é performer e maquiadora


“Me orgulho de ser trans porque sou um ser humano que luta a cada dia para mostrar à sociedade que somos iguais e que temos os mesmos direitos, mesmo diante da hipocrisia do sistema” – Livian Venturini





Fernanda de Moraes é militante

“Tenho orgulho de ser mulher transexual porque consegui Ser Mulher, apesar dos preconceitos e estigmas que toda nossa população passa. Ser mulher é muito mais que menstruar e parir. Sou uma mulher na essência, no meu caráter e não escondo de ninguém minha condição de ser uma mulher transexual, pois a transexualidade é apenas uma especificidade"
- Fernanda de Moraes




“Tenho orgulho de ser trans por RESISTIR a uma guerra diária, por existir enquanto não querem que eu exista. Ser trans é TRANSBORDAR exuberância - Théo Souza, ativista e estudante.







Lyza é militante


“Me orgulho pelo simples motivo: sou humana na diversidade, guerreira contra as atrocidades, vitimada pela sociedade. Mas acima de tudo persistente que em um futuro próximo o sangue fora derramado seja um jardim repleto das mais belas flores. Basta de transfobia” – Layza Lima.



“Quando falo de visibilidade quero e busco o direito de ser inserida na sociedade como mulher e ser vista assim, mulher, com todos os meus direitos. Mesmo sendo lida pela sociedade como uma farsa,
Victória é esteticista, maquiadora
feminista e militante trans
eu sou a mulher que você vê. Mulheres trans são mulheres. Travestis fazem parte de uma construção identitária feminina. O reconhecimento social que ambas as partes possuem são de identidades que performam diariamente.

Hoje, me orgulho da mulher que me tornei, pois lutei muito para ser ela e não tentem me higienizar, chmando de mulher trans só pelo impacto que o nome travesti carrega. Pois essa sou eu, uma travesti em busca da liberdade de ser livre e feliz, inclusive assim reconhecida pelas leis brasileiras. Atualmente na minha certidão de nascimento está escrito feminino. O choro é livre. Ninguém vai mudar uma sentença transitada e julgada, tampouco o fato de que mulheres travestis e transexuais são mulheres, SIM” – Victória Maldonado.



Stefanny é ativista
“Tenho orgulho de ser travesti porque, embora a vida me mostre que não é o padrão que eles querem para mim, esta é a forma que mais me sinto feliz e plena. Se eu fosse cis, não teria o que tenho e almejei para minha vida hoje. Então eu amo ser travesti. Fui amada, respeitada pelo que sou, porque me dei este direito. O direito de viver pela forma que me sinto feliz – Stefanny Farias


Dandara é atriz
“A travesti ou pessoa trans devem ter orgulho de si, pois fomos escolhid@s para lutar numa causa difícil e árdua, somos anjos lutando por um ideal, pela evolução do ser humano, pelo "respeito". O universo, com a interseção de Cher, nos confiou esta missão!” - Dandara Vital.



Marianne é militante


“Tenho orgulho porque estampo no rosto minhas vitórias e derrotas. E o que a sociedade mais execra, que é a liberdade de ser quem sou” – Marianne Clemente.




Andréa é militante.

“Meu orgulho de ser travesti vem de minha essência e da minha alma transgressora, que não precisa de adequação à sociedade que impõe a cisheteronormatividade. Quando me olhei no espelho e descobri como me sentia melhor resolvi encarar, mesmo que me custe a minha vida. Pelo menos VIVI como me SENTI” – Andréa Brazil.



Rhayka é cabeleireira


“Tenho orgulho, sim, de ser negra e travesti. Juntas somos mais fortes. Me respeita, se respeita e nos respeita, ok?” – Rhayka Monthye.



Ele é editor do TransAdvocate Brasil


“Tenho orgulho por mostrar o meu verdadeiro Eu ao mundo, por poder ser quem sou e estou construindo. Não há desafio maior, mas também não há alegria maior” - Amiel Vieira.





Lara é designer de interiores
“Tenho orgulho de assumir a minha verdadeira identidade e essência femininas para quebrar as barreiras e obstáculos que a sociedade nos impõe. Tenho orgulho por continuar tendo essa identidade mesmo diante dos preconceitos e discriminações existentes” – Lara Bianck.




"Porque eu tenho lutado todos os dias pra ser o que eu sou e não tem sido nada fácil, nunca foi!" - Natasha Roxy








“Tenho orgulho de ser trans porque requer uma coragem gigantesca para ser quem você é nesse mundo sem esperar que te aceitem” - 
Dominik.





Viviane é ativista, transfeminista
 e pesquisadora

"Penso que o maior orgulho que sinto é em perceber que as histórias, resistências e narrativas das pessoas trans e travestis, com tantas e tantas dores e violências, podem se fortalecer mutuamente, podem se encontrar e se afetar, quando compartilhamos espaços. Acho que nossas solidões têm podido ser um pouco menos solitárias, nos últimos tempos. Por isso este 15 de maio nos dá mais força para seguir" - Viviane Vergueiro


Jovanna é militante


“Me orgulho de ser uma Mulher Travesti pela sensibilidade que transborda em mim pelas causas sociais todas,almejando fazer do nosso país um país que respeite e incluem todos” – Jovanna Baby.




Miss T São Paulo 2017
“Tenho orgulho de ser uma mulher revolucionária, que prova todos os dias com seu corpo que a mulher está na alma, na personalidade, no comportamento que não há limite pra ser o que você é ainda que a sociedade condicione as pessoas a um comportamento social padronizado. Minha existência desconstrói todo padrão histórico posto na sociedade. Travestis são uma força divina da natureza. Amo ser o que sou amo e estar como estou. Somos uma revolução” - Jade Naiad Silva.



Bruna é ativista
“Tenho orgulho porque minha condição não me torna menor do que ninguém, apesar de o mundo querer me fazer acreditar nisso todos os dias nas situações mais corriqueiras que um cidadão que paga em dia seus impostos é obrigado a passar. Orgulho de resistir, de não baixar a cabeça aos que me olham com desigualdade humana” - Bruna Drapeaux. 




Sissy é ativista pela população trans,
em situação de rua e positivas


“Ser uma prostituta trans na ditadura, desconstruir a expectativa máxima de vida de 35 anos, chegar na terceira idade no ativismo social em prol da população trans me deixa orgulhosa da mulher em que me tornei, que sou hoje: Sonia Sissy Kelly”.



“Porque para ser quem somos, precisamos lutar e valorizar cada conquista. Nascemos em um mundo que não quer que existamos. Que nos oferece um não lugar, um não nome, um não direito! E me
Bruna é militante
fazer estar inserida nesse mundo, e de alguma forma, sobreviver, lutar por direitos e cidadania, é uma necessidade que trazemos na alma, mas que a grande maioria da população já nasce com tudo pronto.


Enquanto para nós, as conquistas vem apenas na base de muita luta! E por isso devemos nos orgulhar de ser quem somos. Pois lutamos muito por isso. Pagamos o preço com nossas vidas se preciso for!No meu mundo, o mundo de uma travesti, onde o amanhã é incerto, tornar-se mulher é SINÔNIMO DE LUTA e é por isso que tenho orgulho disso!” - Bruna G. Benevides.



Nicole é militante
“Eu tenho orgulho. Porque eu amo ser quem eu sou, amo a minha personalidade de mulher que eu construí sozinha, graças a dádiva divina de ter nascido trans. Tenho tanto orgulho de ser quem eu sou que se eu pudesse na próxima encarnação eu pediria ao ser superior do universo que me mandasse de novo trans para a terra” – Nicolle Mahier.



Blúnia é ativista
“Eu tenho orgulho sim de ser transexual. Hoje, aos 30 anos, depois de ter me conhecido por completa, comparando quando a corajosa decisão de transparecer essa identidade, contrário a vários conselhos que eu deveria escolher um caminho mais fácil, como ser um homossexual discreto. Ser assim não é questão de preferência masculina para me relacionar, não é uma fantasia demonstrativa. É a integridade da minha saúde de corpo, mente e espirito.

 E não me torna problemática por isso, não me torna complexada, mas sim perfeita, inteligente e completa como é um designo de Deus para seus filhos. É mais que sair do armário, é não se condicionar ao detalhe de um "casco", um corpo que promoveria um destino robótico a uma massa. Isso é liberdade, autenticidade e sem dúvida o amor gritando na diversidade, cansado de ser mito e oculto, lembrado apenas pelos jargões frios tradicionais” -
Blúnia Luiza Trindade.



Luan é designer gráfico e ativista
“O orgulho está em finalmente se encontrar. Viver uma vida sem sentido, passando apenas a existir, torna a angustia dentro do peito insuportável, principalmente quando você não sabe o que te falta para ser feliz. Por isso, quando nós nos encontramos dentro da transexualidade, essa caixinha que nos define torna-se o nosso mundo. O orgulho é de ter se encontrado antes do fim. O orgulho é ter vencido antes da depressão ou a própria vida nos matar. O orgulho está em finalmente "ser" enquanto ainda há tempo”
Luan Romano.






“Tenho orgulho porque amo ser uma menina que pode quebrar preconceitos e barreiras todos os dias” –
Je Lima.









Depoimentos de quem não tem orgulho, mas...



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