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Desaparecida há 5 dias, travesti Sophia Castro é encontrada morta aos 21 anos


A travesti Sophia Castro, de 21 anos, foi encontrada e identificada por amigos no Instituto Médico Legal nessa quarta-feira (03). Ela estava desaparecida desde o último dia 28 em Contagem, região metropolitana de Belo Horizonte.

De acordo com a Policia Civil, Sophia foi assassinada no sábado (29) em um apartamento do bairro Eldorado. O corpo, que inicialmente não foi identificado, apresentava sinais de agressão e havia sinais de luta corporal no imóvel.

H.J.C., de 42 anos, foi preso no local e levado para o Centro de Remanejamento do Sistema Prisional (Ceresp) em Contagem. Segundo os policias, um amigo do suspeito informou o homicídio para a Polícia Militar. H. ligou para ele pedindo ajuda, pois tinha matado uma pessoa e estava pensando em se matar.

Em depoimento, ele disse que marcou um programa com Sophia no sábado (29) e depois de usarem cocaína acabaram se desentendendo. Ele alegou que ela havia tentado o agredir e que ele revidou, usando um martelo e apertando o pescoço da vítima até que ela desmaiasse.

Embora os amigos tenham reconhecido o corpo de Sophia, ele só pode ser liberado pela família, que mora em Goiânia. A mãe da vítima já foi comunicada e é aguardada em Belo Horizonte para os procedimentos de liberação do corpo.

A vice-presidente do Centro de Luta pela Livre Orientação Sexual (Cellos-MG) e membro da Rede Trans, Anyky Lima afirmou que conheceu Sophia quando ela tinha 19 anos e foi morar em sua casa por um ano. De acordo com Anyky, a jovem tinha o sonho de ter a sua casa, era bastante calada, mantinha o contato com a mãe e, pela falta de oportunidade no mercado de trabalho, estava na prostituição.

Ela destaca que a polícia deve ter empenho nas investigações, não só sobre a morte de Sophia, mas de vários casos por transfobia, como o da Mirella de Carlo, em 19 de fevereiro, no Carlos Prates, em BH. Anyky afirma que há sempre uma tentativa de culpabilizar a vítima que foi assassinada e de justificar os crimes de transfobia.

"A maioria da comunidade culpa a travesti pela própria morte e reproduz o que a sociedade acha de nós. Diz que morreu porque roubava ou tava devendo ao traficante. Ou seja, todas as pessoas estão dispostas a tacar pedra na travesti. Sabemos que ela recebeu várias marteladas, mas o homem diz que ela o agrediu com o martelo. Ele pode dizer o que quiser, mas a diferença é que ela não pode mais se defender", afirma ao NLUCON.

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