Realidade

Enfermeira dribla transfobia e garante direito ao nome social no jaleco e na carteira do Coren


A enfermeira Ariela Diniz, que é uma mulher transexual, comemorou o direito de usar o nome social no seu jaleco e também na carteira do Conselho Regional de Enfermagem (Coren), em Coronel Ezequiel, Rio Grande do Norte.

Ela havia sido perseguida anteriormente por alguém que chegou a fazer uma denúncia de que usava um nome que não seria o seu. E que estaria cometendo um crime.

A enfermeira decidiu procurar o Coren para solicitar que seja reconhecida no trabalho por sua identidade social em detrimento do nome de registro. Eles entraram em contato com o Conselho Federal de Enfermagem (Cofen), que entendeu a importância do nome social no trabalho da enfermeira e concedeu esse direito.

“Entrei para a história do Coren do RN. Me falaram que fui a primeira trans a requerer os meus direitos e obtive sucesso. O Cofen me liberou usar não só o nome social no jaleco como na carteira do Coren. Agora sim vou poder assinar todos meus procedimentos com o nome Ariela Diniz. Nossa, me sinto poderosa fazer história desse tipo como na UFRN e agora no Coren”, escreveu a enfermeira nas redes sociais. 

Parabéns!!!

About Neto Lucon

Jornalista. É formado pela Puc-Campinas e pós-graduado em Jornalismo Literário pela Academia Brasileira de Jornalismo Literário. Escreveu para os sites CARAS Online, Virgula e Estadão (E+), Yahoo!, Mix Brasil, no jornal O Regional e para a revista Junior. É autor do livro-reportagem "Por um lugar ao Sol", sobre pessoas trans no mercado de trabalho. Tem quatro prêmios de jornalismo, sendo dois voltados para as questões trans, Claudia Wonder e Thelma Lipp

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