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Exposição fotográfica traz 80 travestis, mulheres e homens trans na Universidade Federal do Espírito Santo


Por Neto Lucon

Cerca de 80 travestis, mulheres transexuais e homens trans aparecerem na exposição “Projetando Identidades”, que estreou no dia 22 de maio, na Biblioteca Central da Universidade Federal do Espírito Santo (UFES). A ação foi promovida pelo grupo Orgulho, Liberdade e Dignidade (GOLD) com o apoio do Departamento de Cidadania e Direitos Humanos.

O objetivo é sensibilizar alunos, professores, pesquisadores e outros profissionais sobre a invisibilidade trans, a violência transfóbica e o crescente número de assassinatos. E também fazer uma homenagem póstuma a Moa Selia, a primeira mulher transexual a ocupar a presidência de uma Câmara Municipal no Brasil, que morreu no dia 6 de maio de 2017.

De acordo com a militante Deborah Sabará, todas as fotos foram enviadas por travestis, mulheres transexuais e homens trans do Espírito Santo, que botaram a “cara no sol” e representaram a população trans e suas demandas. “Esta população vive invisibilidade em todos os sentidos. E com uma exposição dessas a gente consegue dar visibilidade e trazer o debate para outros espaços”, declarou Deborah.

Dados que evidenciam a transfobia no país também foram expostos. Bem como a expectativa de vida baixíssima de uma pessoa trans, que é de 35 anos, em detrimento da população em geral que é de 75,2 anos. E o título do Brasil de ser o país que mais mata pessoas trans no mundo. Segundo a Associação Nacional de Travestis e Transexuais (Antra), 40% dos assassinatos de pessoas trans no mundo ocorrem no Brasil.
Cerca de 70 travestis, mulheres transexuais e homens trans enviaram fotos

 
"Vidas trans importam" dizem cartazes que falam sobre assassinatos transfóbicos

O assassinato da travesti Dandara dos Santos, que no dia 15 de fevereiro foi brutalmente assassinada por vários jovens em plena rua do Ceará também foi abordado na exposição por meio de uma carriola (saiba mais sobre Dandara clicando aqui).

No Espírito Santo, local da exposição, também há vários assassinatos por preconceito. Somente neste ano há o registro de cinco pessoas trans assassinadas. Dentre elas está a travesti Layza Mello, que foi assassinada a tiros no dia 30 de abril. O caso gerou revolta e manifestações (relembre aqui). 

Exposição lembrou do assassinato da travesti Dandara dos Santos

 
Exposição fez homenagem a Moa Sélia
Texto do NLUCON foi utilizado na exposição

Vale ressaltar que o “Projetando Identidades” também fez uma homenagem a Moa Selia Filho, que foi eleita vereadora de Nova Venécia, cidade do Espírito Santo, em 2004, sendo reeleita em 2008 e 2012. Entre 2006 e 2006, Moa fez história ao se tornar presidenta da Câmara Municipal. Seu slogan era “Transparência e diferença”.

Ela morreu no dia 6 de maio de 2017 aos 60 anos, vítima uma pneumonia grave e falência múltipla de órgãos. O NLUCON colaborou com o texto de homenagem a Moa (leia aqui).

Para quem está no Espírito Santo e quer conferir, a exposição segue até o dia 22 de junho. A Biblioteca da Universidade Federal do Espírito Santo, Campus Goiabeiras, funciona de segunda a sexta-feira, das 7h Às 21h. E no sábado, das 7h às 13h. A entrada é gratuita.

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