Pop e Art

Homem trans Alan Belmont vence bullying e se torna Rei do Baile em escola nos EUA


O estudante Alan Belmont, de 17 anos, venceu o bullying e um tabu ocasionado pela transfobia. Ele foi o primeiro homem trans a se inscrever – e vencer – o concurso Rei do Baile no colégio North Central High School, em Indianápolis, nos Estados Unidos.

O concurso conhecido como "Prom" é bastante tradicional nas escolas norte-americanas, que escolhem anualmente o rei e a rainha do baile. A eleição é feita por meio de votos dos alunos.

Ao se inscrever, Alan - que revelou ser trans aos 15 anos - sofreu transfobia e bullying. Tanto que o cartaz que tratava da sua candidatura teve a palavra “rei” riscada e trocada por “rainha”. “Tenho sido questionado porquê concorrer a rei do baile, mas essa é a real razão. Apesar de todo amor e apoio que recebo, ainda há muita ignorância no mundo”.

Ele utilizou desse concurso para fazer a sua militância e servir de exemplo a outros homens trans. “Quero que meus amigos trans saibam que isso não é nada além de estupidez e ódio. Isso não faz com que eu pare de ser que eu sou, e continue a lutar para vencer isso. A ignorância vai desmoronar e o orgulho e o amor surgirão”.
"A ignorância vai desmoronar e o amor e orgulho surgirão"

No baile, Alan esteve acompanhado da namorada Anastacia Cohen. E, ao ter o nome anunciado e ver todos os colegas aplaudirem, diz que sentiu seu “coração aquecer”. “A noite inteira estava cheia de pessoas torcendo por mim, vendo que votaram por algo tão grande. Foi incrível”, afirmou ele ao canal de TV local WTHR.

Alan afirma que está feliz em ser o primeiro homem trans a vencer o concurso, mas que "isso prova que ainda não chegamos lá". Parabéns!
Alan e a namorada Anastacia durante o baile

About Neto Lucon

Jornalista. É formado pela Puc-Campinas e pós-graduado em Jornalismo Literário pela Academia Brasileira de Jornalismo Literário. Escreveu para os sites CARAS Online, Virgula e Estadão (E+), Yahoo!, Mix Brasil, no jornal O Regional e para a revista Junior. É autor do livro-reportagem "Por um lugar ao Sol", sobre pessoas trans no mercado de trabalho. Tem quatro prêmios de jornalismo, sendo dois voltados para as questões trans, Claudia Wonder e Thelma Lipp

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