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Homem trans participa de campanha do Governo de Minas e fala sobre direito ao uso do banheiro masculino


Uma campanha que fala sobre os direitos da população LGBT foi lançada neste mês pelo Governo de Minas Gerais, por meio da Secretaria de Direitos Humanos, Participação Social e Cidadania. Nela, expressões geralmente utilizadas para ser LGBTfóbico são mencionadas para sensibilizar e informar.

Dentre elas, o cartaz protagonizado pelo fotógrafo e homem trans Gael Benítez, que traz a mensagem “É O FIM DA PICADA”, com a continuação “que um homem trans seja impedido de usar o banheiro masculino”. Esta é a peça com maior repercussão com quase 200 curtidas. 

Foram divulgados ainda os cartazes "Não gosto nem de olhar", com a continuação "mais uma amiga sendo assassinada por causa da transfobia". "Que desperdício..." "perder tempo se preocupando com a orientação sexual dos outros. E "Isso é falta de..." respeito, fazer bullying na escola só porque uma menina é lésbica ou bissexual".

Nas redes sociais, a Secretaria de Direitos Humanos defende que a fila de um banheiro não deveria dar medo a ninguém. Mas que para um homem trans ainda é um lugar perigoso. “Os olhares intimidadores, os esbarrões propositais, os insultos que vem por todos os lados ferem por dentro e por fora. Isso é inadmissível”.

Ela afirma que não se trata apenas do respeito à identidade de gênero, mas sobre a condição humana. “Devemos lutar contra a discriminação em todos os lugares: filas de banheiro, de bancos, de empregos. Porque a única coisa que não deve ter lugar na nossa sociedade é a intolerância. Viver sem medo e ser feliz é um direito de todxs”.
Gael no cartaz falando sobre o direito ao uso do banheiro

Em seu perfil no Facebook, Gael falou sobre a campanha, que foi lançada no dia 17, Dia Mundial Contra a LGBTfobia, que marca os 27 anos que a homossexualidade deixou de ser considerada doença. Detalhe: as identidades trans ainda constam no CID. "Quantos anos mais vai demorar para que a minha identidade de gênero também saia do CID? Quantos anos mais eu ainda serei serei considerado um doente mental por ser um homem? Quanto tempo levará para que nossos nomes sejam respeitados? Para que nós não tenhamos mais medo? Para que as pessoas saibam que existimos? Para que sejamos tratados com respeito e dignidade?".

Ele diz que tem "muito orgulho de ser um homem trans e também de cada pessoa LGBT que, além de lutar todos os dias para serem quem são, lutam para que a próxima geração tenham um pouco mais de alívio e um pouco menos de medo".

Para quem enfrentar algum tipo de discriminação, disque 100 e denuncie a violência e o preconceito contra pessoas LGBT.

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