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Investigação sobre homem que matou esposa trans e cozinhou restos do corpo é concluída após 3 anos


O perturbador caso de Marcus Volke, que assassinou a própria esposa – a mulher transexual Mayang Prasetyo, de 27 anos, natural da Indonésia - e guardou e cozinhou os restos do corpo dela em sua casa, em Brisbane, na Austrália, em 2014, foi reaberto após três anos e concluído na última semana pelos policiais.

Policia alegou que não tinha informações
suficientes há três anos
Ao ser descoberto na época, no dia 4 de outubro de 2014 aos 28 anos, Volke se trancou no quarto, fugiu pela janela, cortou o próprio pescoço e pulsos, morrendo em um depósito poucos metros de sua casa. O caso deixou um grande mistério sobre o que aconteceu naquele espaço.

De acordo com o jornal Metro, a investigação começou depois que um eletricista, Sr. Coyne, foi contratado para consertar um fogão elétrico e sentiu um cheiro forte. Marcus alegou que era do caldo de porco que estava cozinhando. Anteriormente, vizinhos afirmaram que também sentiram um mal cheiro saindo da casa e que no dia anterior escutaram uma briga. Ao notar sacos de lixo, materiais estranhos e produtos químicos, o eletricista resolveu avisar o síndico, que chamou a polícia.

Assim que os policiais chegaram em sua casa, Volke afirmou que iria prender os cachorros e fugiu. A princípio, os policiais acreditaram que se tratava de alguma brincadeira de Dia das Bruxas, sobretudo ao ver o caldeirão fervente. Depois, o agente Liam McWhinney encontrou pés humanos no caldeirão e percebeu a gravidade do caso. A cabeça e os braços de uma mulher estavam em uma máquina de lavar no banheiro. Posteriormente eles descobriram que se tratava de Mayang, a esposa do assassino. E que Volke teria cometido suicídio.

Uma ex-sócia de Volke, do período em que ele trabalhava como cozinheiro, declarou em depoimento que o casal teria se conhecido dentro de um clube noturno, quando ambos trabalhavam como profissionais do sexo. Da relação, ele combinou que a ajudaria com o visto e ela teria que apresentar os ambientes voltados para as mulheres trans da Europa e Ásia. Eles se casaram em 2013, ficando menos de um ano juntos.


O caso começou a ser investigado na época, mas somente nesta semana o juiz concluiu. O juiz Terry Ryan justificou que na época pouco se sabia sobre o casal, que havia acabado de se mudar para aquela casa. Acredita-se que Mayang foi esfaqueada nas primeiras horas de 3 de outubro de 2014, depois de uma longa discussão com Volke - segundo o depoimento dos vizinhos. Após cometer o assassinato, ele passou o tempo comprando uma variedade de itens para descartar o corpo, incluindo luvas de borracha, alvejante, cortado de carne, pote e ralador.

Embora não saiba o conteúdo da discussão, o juiz afirma que o assassinato foi resultado da violência doméstica em que muitas pessoas do gênero feminino estão sujeitas - o feminicídio ou transfeminicídio. Ele destaque que a volta do “devastador crime” às manchetes evidencia a realidade da violência doméstica para as pessoas LGBTTI, cujo sofrimento permanece em grande parte oculto.
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