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Militante transexual Bárbara Trindade fica tetraplégica ao sofrer tentativa de homicídio na BA


A militante transexual Bárbara Trindade, de 22 anos, sofreu uma tentativa de homicídio, no dia 3 de abril, em Presidente Dutra, no centro norte bahiano. Ela levou dois tiros, que atingiram o maxilar e a coluna vertebral, informou a Polícia do 14º COORPIN – Irecê.

O principal suspeito é Domingo Mendes, morador do município, que mantinha um relacionamento com Bárbara e que não teria gostado de o romance repercutir na cidade. Ele teria marcado um encontro com Bárbara às 23h, próximo à Câmara de Vereadores e disparado dois tiros.

Em vídeo recebido pelo NLUCON, Bárbara conta o que aconteceu: "No dia a gente começou a trocar mensagens umas 21h30, e ele me chamou para ir à casa dele para beber alguma coisa. Marcamos 23h na Câmara Municipal de Presidente Dutra. Cheguei no local combinado e em seguida chegou uma moto com duas pessoas. Parou, buzinou... Só que a rua estava escura e eu fiquei com medo. Em determinado momento, ele desceu da moto, veio pelo canto da calçada e fez o primeiro disparo, onde pegou o meu maxilar. Depois eu virei e ele me deu o segundo tiro, foi quando eu vi o rosto dele. E aí eu fiquei caída e logo em seguida a polícia chegou". 


De acordo com a militante LGBT Rubi Santos, o caso permaneceu sem repercussão há um mês graças a influência do suspeito na cidade. "O crime foi abafado porque a família do suspeito é influente em Presidente Dutra. Quando o coletivo e o PSOL ficaram sabendo, entramos em contato com a vítima para apurar o que houve", disse ao Correio.

Após depoimento, Domingo foi preso na Delegacia de Presidente Dutra, mas entrou com pedido de habeas corpus.
Bárbara Trindade sofreu tentativa de homicídio há um mês

Atualmente, Bárbara segue internada no Hospital Regional de Irecê, em estado grave, na semi-UTI. Segundo o atestado médico, ela sofreu uma tetraplegia traumática e perdeu todos os movimentos do corpo. A vítima deve passar por uma cirurgia e pode recuperar os movimentos dos braços.

Como a vítima era militante do PSOL, o presidente estadual do partido na Bahia, Ronaldo Santos, declarou que vai entrar com uma ação no Ministério Público na Procuradoria Geral, em caráter de urgências, as medidas jurídicas cabíveis. “Infelizmente não é um caso isolado. Vamos judicializar a questão para que esse crime não passe despercebido e o criminoso seja punido”, declarou ao Tribuna da Bahia.

A família pede doações para comprar uma cadeira de rodas e fraldas geriátricas. As doações devem ser enviadas a Caixa Econômica Federal, agência 0780, conta 00074700-2, operação 013, no nome de Renata Silva Ferreira.

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