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Mulher trans é expulsa de refeitório de igreja evangélica: "Chorei e pensei em suicídio"


A mulher transgênera Isabella Red Cloud, de 26 anos, viveu momentos de transfobia ao ser expulsa no dia 22 de abril de um refeitório para pessoas em situação de vulnerabilidade social em Sioux Falls, Dakota do Sul, nos Estados Unidos.

As refeições são realizadas pela Union Gospel Mission, uma entidade evangélica, que serve três vezes ao dia sopa quente às pessoas em situação de rua e desempregadas. Mas disse que Red, que está desempregada, não poderia frequentar o espaço.

A justificativa era que ela estava vestida “inadequadamente”. Durante a expulsão feita por um funcionário apresentado como Don, um amigo de Red gravou a cena. Don disse que ela só poderia voltar se estivesse “vestido de homem”.

O porta-voz da igreja Fran Stenberg disse que a missão age de acordo com a Bíblia. "Precisamos, antes de tudo, ter certeza que é um lugar seguro porque temos mulheres e crianças aqui. Às vezes, certas situações provocam animosidade e por isso temos que eliminar isso e às vezes faz com que tenhamos que tomar a decisão de negar um serviço".


Kendra Heathscott, da organização TransAction South Dakota, declarou que a comunidade trans vem sendo alvo de "discriminação por direitos religiosos" em nível nacional e local.

E que a organização espera que o episódio envolvendo Red traga luz para estas questões. 
"Estamos decepcionadas. Gostaríamos de ter a oportunidade de sentar com as pessoas da Union Gospel Mission, para dar-lhes a oportunidade de humanizar nossa experiência mais e conhecer-nos a nível pessoal ", afirmou.

Assista ao vídeo: 




DAKOTA PENSOU EM SUICÍDIO


Red afirma que ficou tão humilhada e deprimida com o momento que pensou em suicídio. "Eu chorei, eu pensei em suicídio, fiquei triste, me senti fraca", declarou.

A
migos estivaram ao lado dela e um grupo fez uma manifestação em frente ao espaço da igreja com uma bandeira do arco-íris, fazendo com que Don aparecesse novamente para tentar expulsá-los.

Mesmo com a polícia sendo chamada – e os manifestantes serem obrigados a ficar seis meses longe da instituição - Red afirma que foi muito importante essa rede de apoio e com a defesa de que ela é, sim, uma mulher e que merece ser respeitada desta maneira. E que se sentiu acolhida em meio à tamanha transfobia institucional.

Ela declarou que não vai permitir que ninguém tente mudá-la como ela é. "Todos nós temos que amar uns aos outros, independente de quem somos e quem são e quanto ódio há em nossos corações para certas coisas", finalizou.

"Temos que amar uns aos outros"

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