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Pitty afirma que feminismo que ela defende inclui as mulheres trans


Num mundo em que feministas radicais dão exemplo de exclusão a travestis e mulheres trans, a cantora cis Pitty defendeu em debate promovido pelo Senac Lapa Scipião, em São Paulo, que o feminismo que ela acredita abarca, sim, as demandas da população de mulheres trans. Afinal, elas também são mulheres.

O depoimento foi feito em junho deste ano, mas voltou a ser comentado porque a cantora publicou o vídeo (que você pode assistir abaixo) nessa quarta-feira (24) na página oficial do Facebook. 


“Por um feminismo que inclua todas as mulheres. Todas as mulheres. Inclusive as mulheres tras, que determinados tipos de feminismos não reconhecem como mulher. Para mim, é mulher, se reconhece como mulher, é mulher”, declarou. 

A artista afirmou que, além das questões relativas à misoginia e ao machismo, a população de mulheres trans passa por questões envolvendo a transfobia. “Não podemos construir o feminismo em uma só mulher. Porque nós temos privilégios diferentes e a gente tem que rever os nossos privilégios”, disse.

Pitty reconheceu que é muito mais protegida que outras mulheres e exemplificou que ao contrário de várias não anda de transporte público. “Então eu tenho que dar vazão à voz de outras mulheres que passam por situações diferentes”, afirmou. “Porque senão a gente constrói um feminismo branco, elitista, hétero e que só atende uma parcela de mulheres”.

Para quem ainda confunde feminismo com machismo, ela diz: “O louco é que alguém ache que machismo e feminismo são a mesma coisa. Feminismo é a luta por direitos iguais e machismo é a supremacia de um gênero oprimindo outro. São duas coisas diferentes, mas tem muita confusão sobre isso”.

Assista ao vídeo: 

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