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Silvero Pereira revela que assassinato de Dandara dos Santos inspirou cena de transfobia em "A Força do Querer"


O ator Silvero Pereira, que dá vida à travesti Elis Miranda na novela “A Força do Querer”, da TV Globo, revelou que uma das cenas mais comoventes que gravou até agora – a agressão que sofreu do irmão em plena rua – foi inspirada no assassinato real da travesti Dandara dos Santos, em fevereiro deste ano no Ceará. 

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Segundo ele, Gloria Perez teria ficado sensibilizada com a história – que ganhou a mídia após um vídeo da agressão cair nas redes sociais, gerando uma comoção - e estava preocupada em mostrar a realidade da transfobia enfrentada por muitas travestis.

“Ela queria mostrar que a violência está presente e que não falamos sobre isso. Gravamos a cena do espancamento com muito cuidado, das 5h da tarde às 3h da madrugada, com muito figurante, muito movimento de câmera, com uma equipe muito preocupada em mostrar que aquilo era apenas uma parcela do que acontece na vida real”, afirmou ele em entrevista ao UOL.

Embora as histórias sejam diferentes – Dandara não foi agredida por seu irmão e nem expulsa de casa, mas assassinada por jovens em plena rua – Silvero afirma que a intenção foi mostrar o maior realismo possível. “A Elis não morreu como a Dandara, mas me trouxe muitas lembranças das histórias que havia pesquisado tanto da Dandara como da Erika, que foi jogada de um viaduto pouco depois da Dandara. E depois que a cena da Elis foi ao ar outra travesti do Ceará foi assassinada com 15 facadas. É muito difícil fazer um trabalho tão próximo da realidade”.

Silvero afirma que a repercussão evidencia que a novela tem cumprido o seu papel de dar visibilidade para as demandas da população trans. Tanto que uma postagem com a cena em uma rede social contou com mais de 600 mil visualizações e muitos comentários positivos, dizendo que a transfobia tem que ser mostrada para abrir os olhos para o que acontece na sociedade.
Silvero acredita que patrão transfóbico vai aceitar empregada travesti

Sobre o futuro da sua personagem, que tem que trabalhar vestida de homem como Nonato e ainda enfrentar o patrão preconceituoso, vivido por Eurico (Humberto Martins), o artista afirma que a aceitação deve superar o preconceito até o fim da novela. “Acho que vai ser uma cena bonita. O Eurico vai amolecer quando perceber que o Nonato e a Elis Miranda terão qualidades que vão falar muito mais alto do que o preconceito dele”.

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