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Um novo site com olhar trans e intersexo surge, o TransAdvocate Brasil


Aqueles que querem saber mais sobre a população trans e intersexo acabam de ganhar mais uma importante página, a TransAdvocate Brasil (TAB). Em parceria com o site norte-americano Trans Advocate, ela estreou na última semana e traz textos, reflexões e investigações com a ótica de pessoas trans e intersexos brasileiras.

O editor do TAB Amiel Vieira, que é intersexo, transmasculino não-binário, explica que a ideia de lançar o site ocorre desde março, quando conversou com Cristan Williams, umas das editoras do Transadvocate norte-americano, e recebeu uma proposta para trazer a página para o Brasil.

“Quando fui procurado, fiz uma contraproposta de falar sobre a realidade das pessoas trans e dos fatos da nossa sociedade com o olhar trans. Ela topou e assim nasceu o site”, afirma ele ao NLUCON. Então, Amiel foi em busca de montar o time de colaboradores e colaboradoras trans e intersexo de peso. Os artigos e reportagens serão publicadas semanalmente. 

Dentre os textos publicados estão o de Bia Pagliarini Bagagli, que aborda a circulação de informação sobre pessoas trans na internet e o avanço do conservadorismo no ambiente escolar, e o de Caia Coelho, sobre como o desmonte da CLT afeta as travestis brasileiras. Sharon Cardoso e Edu França também fazem parte da equipe e vão publicar nesta semana.
Amiel, Bia, Sharon e Edu

“Nossa proposta é trazer a escrita trans para a vitrine da internet, valorizando os bons textos sobre os mais diversos assuntos, que abordem a realidade brasileira através do olhar invisível. Nosso desejo é empoderar nossa comunidade e nos tornarmos referência em termo de mídia. Queremos falar de cultura, esporte, política, sexo, investigar fatos veiculados na mídia sobre pessoas trans e principalmente abrir as portas para uma mídia informativa pungente, instigante e real”, declara Amiel.

Caia: queremos investigar, noticiar e produzir
Segundo Caia Coelho, a TransAdvocate surge como uma alternativa para quem sempre vê as travestis ocupando exclusivamente as páginas policiais da mídia hegemônica, enquanto as mulheres transexuais e homens trans são tratados de maneira linear, individualizante e higienizada – “tudo isso sob um ponto de vista desumanizador e despolitizado”. 

“Nós queremos investigar, noticiar e produzir artigos de opinião sob outra perspectiva em relação ao jornalismo hegemônico, sem contudo ser pautado por ele", conclui a colunista. 

Que tal? Acesse e acompanhe a página Trans Advocate Brasil clicando aqui.

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