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Cantora trans Valéria Houston emociona ao cantar o Hino Nacional no Congresso


Por Neto Lucon

A cantora Valéria Houston cantou na terça-feira (13) o Hino Nacional e emocionou a abertura do XIV Seminário LGBT do Congresso Nacional, em Brasília. Realizado pela Comissão de Trabalho, de Administração e Serviço Público, o seminário falou sobre cidadania trans e os assassinatos por LGBTfobia.

“Eu já havia cantado o Hino Nacional em outro evento LGBT em Brasília, mas esse no congresso foi maior e ainda mais importante. Para mim, foi lindo e emocionante mesmo”, afirma ela ao NLUCON, que admite ter sentido um nó na garganta e muito orgulho. “Quase chorei”, continua.

A artista declara que desde pequena sabe diversos hinos, pois a mãe Ângela Maria sempre a incentivava a decorar e a cantar. “Aprendi até o hino da Marinha. O Hino Nacional é um dos nossos símbolos. Às vezes temos a impressão de que não fazemos parte desse todo, do nosso país. Mas momentos como este que vivi nos legitima e representa de alguma forma a inserção”.
Convite foi de Jean Wyllys

O convite para Valéria cantar foi feito pelo deputado Jean Wyllys (PSOL-RJ), que é autor da PL 5002/2013, conhecida como PL João W. Nery ou Identidade de gênero. E o momento foi acompanhado de políticos como Luiza Erundina (PSOL-SP), Orlando Silva (PCdoB-SP), Jandira Feghalli (PCdoB-RJ).

A população trans também esteve presente. A cantora Rosa Luz apresentou o Seminário, que contou com a participação de Bernardo Mota, Jaqueline Gomes de Jesus, Paula Benett, Alexya Salvador, entre outras e outros.


A mãe de Valéria faleceu em 2002, quando a artista tinha 22 anos, mas – como a própria cantora diz – certamente “está muito orgulhosa lá na cobertura que ela mora no céu”.

Assista: 




ATAQUES TRANSFÓBICOS

Além dos aplausos e dos elogios, a visibilidade conquistada por ter cantado o Hino Nacional também a fez ser alvo de ataques transfóbicos. Tanto que sua página no Facebook foi bombardeada por mensagens de intolerância e preconceito.

“Recebi muitos ataques no jornal de maior circulação no Rio Grande do Sul (onde ela mora). Procurei focar nas coisas boas. Isso só me dá a certeza que tenho muito mais a fazer. Aparecer mais, fazer mais, falar mais. Como dizem por aí, pessoas trans não vivem, elas resistem. Vou resistir até o fim por todas nós”, frisou. 

Vale dizer que Valéria continua morando e se apresentando em espaços culturais de Porto Alegre. Porém, quinzenalmente, ela vai ao Rio de Janeiro para cantar na festa Galeria In, do Galeria Café. “Aos poucos estou inserindo no mercado carioca”, diz. 

Para quem já brilhou em vários espaços no Brasil e até na França (relembre aqui), o mundo é o limite!

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