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Carolina Ferraz afirma que empresários não queriam patrocinar filme sobre travesti Glória


Quem pensa que foi simples para Carolina Ferraz viver a travesti Glória no filme “A Glória e a Graça”, do diretor Flávio Tambellini, engana-se. A artista, que detinha os direitos do texto e queria vê-lo nos cinemas, conta que sentiu a transfobia dos empresários ao se negarem patrocinar a obra.

“A gente não conseguia dinheiro. Eu cheguei a escutar de vários executivos: ‘Carolina, você é tão bonitinha, não faz uma personagem dessa. Não se associe a esse tipo de imagem. Mas isso nunca me paralisou porque eu nunca duvidei do meu desejo de contar essa história”, disse ao jornal Extra. Ela levou quase 10 anos. 

A história fala sobre as irmãs Graça (Sandra Coveloni) e Glória, que voltam a se falar quando a primeira descobre que tem um aneurisma cerebral. Sem outros parentes, ela se reaproxima da irmã travesti 15 anos depois de uma briga para que ela pudesse ficar com os filhos adolescentes. A relação é de fato transformadora.

Carolina afirma que foi criticada por ser uma mulher cis interpretando uma travesti, quando há várias outras atrizes trans indicadas ao papel, mas garante que tentou ao máximo viver uma personagem longe da caricative, clichês e estereótipos. Ela informa que escutou 62 travestis e que estava de fato apaixonada pela Glória, uma personagem, que segundo ela, ninguém a escalaria ao papel. 

“Por duas noites, eu estava acompanhada de duas travestis que me produziram. A grande maioria, infelizmente, por falta de opção, estava se prostituindo. A sociedade é muito preconceituosa. Foi difícil, mas foi muito bom vivenciar tudo aquilo. Fui para tentar entender – é claro que não tenho noção da dimensão – mas procurei, com toda sinceridade, ser verdadeira e construir uma história bonita. Essa era a minha vontade como artista”, afirma. 

O filme acabou ganhando o prêmio da Associação da Parada do Orgulho LGBT 2017.

Assista ao trailer:



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