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Fã número 1! Homem trans revela que se apaixonou por namorada trans ao escutá-la em programa de rádio


Por Neto Lucon

Victor Yoshimi e Lea Yoshimoto são dos protagonistas de uma história romântica, atemporal e, dados os seus toques de realidade, digna de um filme. Eles não moravam perto, não tinham amigos em comum e tampouco teriam contato se não fosse um detalhe da vida de ambos: são pessoas trans.

Ele é um homem trans – isto é, foi designado mulher ao nascer, mas se identifica com o gênero masculino e é um homem. Ela é uma mulher transexual – foi designada homem ao nascer, mas se identifica com o gênero feminino e é uma mulher.

Por obra do destino ou do acaso, como preferirem, eles estavam inseridos em um grupo de Whatsapp formado só por pessoas trans. Assim que leu as mensagens de Lea, Victor se interessou, mas ela não demonstrava o mesmo interesse por ele. Lea estava desiludida e quase traumatizada com o último relacionamento e demonstrava estar fechada para o amor.

Ele continuou admirando escondido – tendo Lea como seu “crush” e musa do grupo – até que ela informou que tinha um programa de rádio e passou o link para que todos escutassem. “Vish, aí me apaixonei de vez”, afirma Victor ao escutar a voz, os posicionamentos e o jeitinho dela. “Era o fã número 1”, continua ele, que escutava sempre o programa mesmo à distância.

 

Certo dia, Lea passou a conversar com Victor e eles começaram a ser amigos. As conversas rendiam horas e eles foram se conquistando cada vez mais. Lea demonstrou estar interessada por ele. E Victor sentiu que ela estava dando liberdade para que finalmente pudesse dizer tudo o que vinha sentindo durante todo esse tempo.

PÉ QUEBRADO DOIS DIAS ANTES DO ENCONTRO

“Victor me conquistou pela simplicidade. Na época, muitos garotos tentavam puxar assunto comigo, mas sempre naquela de já chegar chegando e eu não curto isso. Com o Vi foi diferente, pois ele teve um papo bom, foi delicado na aproximação”, afirmou Lea. “Quando vi já estava apaixonada e nossa amizade já tinha virado paixão”.

O próximo passo era investir no primeiro encontro pessoal. Na época ela estava em Capitólio, Minas Gerais, e Victor em Santos, litoral de São Paulo. Tudo estava certo para Victor fazer a primeira viagem, até que ele quebrou o pé dois dias antes do encontro. Foi a vez de Lea demonstrar que realmente estava interessada.

Foto do primeiro contato físico. Sim,
muito amor envolvido!
Ela arrumou a sua mala e foi para Santos. “O primeiro encontro ia acontecer porque sim (risos)”, diz ela. Ao chegar na rodoviária, ele foi buscá-la com a sogra Val (a gente já falou sobre ela aqui no NLUCON). As mãos estavam suadas pelo nervosismo e se encontraram ao entrarem no carro. Apaixonados, eles chegaram a registrar o primeiro contato >>>

“Em casa, sentamos na sacada e eu comecei a falar sem parar por uns 40 minutos. Quando fomos para o quarto ‘descansar’ (risos), ele tirou meus óculos e me puxou. Foi quando rolou o primeiro beijo”, diz Lea.

VIDA DE CASAL

As visitas ocorreram três vezes, mas na quarta Victor já foi morar com Lea em Minas Gerais. Eles estão juntos há um ano e afirmam gostar de viver a vida a dois. É complicada, admite o casal, mas eles se dão super bem e fazem praticamente tudo juntos. Desde assistir filmes, viajar, fazer jantares para os amigos, churrasco e até trabalhar.

“Também começamos o nosso próprio negócio. Sou formado em gastronomia e começamos a fazer doces e salgados por encomenda. Deu certo. O pessoal da cidade amou e hoje trabalhamos apenas com isso”, declarou Victor.

Lea afirma que a união tem dado certo porque eles se entendem e se apoiam e estão sempre de mãos dadas - como no primeiro encontro. “Nossas famílias estão bem próximas, todos se conhecendo, então já criamos um vínculo familiar enorme. Minha sogra é uma pessoa incrível e toda a família do Vi. Minha família apoia, incentiva e acolheram o Victor aqui na cidade. Resumindo, foi um abraço coletivo das duas famílias”.




Victor diz que o fato de os dois serem pessoas trans facilita muito, pois eles se entendem nas crises e neuras. Porém o tema “trans” não é algo que eles falam sempre. “É apenas uma característica nossa”, defende. A característica que os aproximou. 

Ele diz que os familiares ficaram confusos no começo, sobretudo a avó Dona Leonor. Porém, ao conhecerem Lea todos as dúvidas e confusões ficaram de lado. A avó disse: “É tudo muito diferente para mim, mas se tem amor tá tudo certo”. Victor só concluiu: “Não disse que ela era apaixonante?”. 

Nós do NLUCON já adoramos essa família toda! Feliz dia dos namorados! :)

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