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Mi Amor! Mulheres trans lésbicas se casam oficialmente na Argentina


Por Neto Lucon

Duas mulheres trans lésbicas disseram “sim” à união. Shirley Adriana Torrey Carpio, de 60 anos, e Luciana López, de 40, se casaram oficialmente no dia 16 de junho em um cartório de registro civil da cidade de La Plata na Argentina.

A cerimônia foi realizada por Maria Paz Becerra que respeitou o nome social e a identidade de gênero das duas, que ainda tinham documentos com os nomes masculinos. Elas foram muito bem tratadas e se emocionaram com as palavras de Maria.

O casal se conheceu há sete anos na sala de espera de um hospital. Shirley procurava um local para morar, enquanto Luciana havia acabado de chegar do Peru e estava em uma área conhecida pela profissão do sexo.

Diante da situação, elas decidiram morar juntas e em pouco tempo o que era uma história de amizade virou romance. Após pouco mais se seis anos namorando na mesma casa, Luciana decidiu pedir a amada em casamento. Shirley, por sua vez, aceitou.

Embora na Argentina possa retificar a documentação com facilidade por conta da aprovada Lei de Identidade de gênero, o casal ainda não mudou os documentos. Porém, na Argentina também é possível que duas pessoas do mesmo sexo/gênero possam se casar há sete anos. Então, a união legal não foi abalada e elas puderam oficializar os votos, evidentemente sendo respeitadas em suas identidades de gênero.

Obs: Trata-se de um relacionamento lésbico (orientação sexual) porque são formados por duas mulheres (identidade de gênero). O caso de serem "trans" é apenas mais uma característica de sua mulheridade. 




Elas afirmam à imprensa que estão muito felizes com o momento histórico, embora isso nunca tenha sido a pretensão. Disseram ainda que a intensão foi mostrar que, apesar de toda a violência e transfobia generalizada, o casamento possa simbolizar o amor e inspirar outras mulheres trans a não se esconderem, ao contrário. "Esperamos que mais alguém se anime". 

O próximo desejo é que elas consigam trabalhos formais, uma vez que continuam sem registro. Shirley, por exemplo, estuda pintura, sobrevive da venda de quadros e do trabalho como cozinheira. Já Luciana faz serviços de faxina e trabalha como autônoma em um salão de beleza.

Que consigam essa segurança financeira. E que continuem sendo muito felizes juntas!

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