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Ônibus do Maranhão estampam campanha em respeito ao nome social da população trans


Por Neto Lucon

Quem percorre as ruas do Estado do Maranhão pode se deparar com uma importante iniciativa para a promoção dos direitos da população formada por travestis, mulheres transexuais e homens trans. Trata-se da campanha “Nome Social é um Direito, Respeitar é o nosso Dever”.

Com cartazes, folders e ventarolas espalhados pela cidade e também em ônibus – como podemos ver nas imagens – ela fala sobre o direito que a população trans tem de ser respeitada pelo nome em que é conhecida socialmente, em detrimento do nome de registro. E que a população em geral deve respeitar esse direito.

Na campanha, estão presentes a recepcionista Stheffany Pereira, a pedagoga Bianca do Espírito Santo e o servidor público Enzo Amorim da Costa – todos maranhenses. Eles pedem mais dignidade e respeito e dizem para todas as travestis, mulheres transexuais e homens trans que o nome delas e deles é importante. Salientam ainda que a violência LGBTfóbica deve ser denunciada por meio do Disque 100.

A campanha é do Governo do Maranhão, por meio do Conselho Estadual LGBT e da Secretaria de Direitos Humanos e Participação Popular. Ela ocorreu depois que o Ministério Público do Maranhão autorizou oficialmente o direito ao nome social em todos os órgãos da instituição. A solenidade de assinatura simbólica do ato regulamentar n.° 10/2017 aconteceu na manhã do dia 17 de maio e contou com a presença de representantes da Procuradoria Geral da Justiça do Maranhão, da Secretaria Estadual de Direitos Humanos e Participação Popular (Sedihpop), da Defensoria Pública do Estado, da Ordem dos Advogados do Brasil e do Conselho Estadual LGBT.


 
Alguns dos ônibus que levam a campanha

A presidente da Amatra, Andressa Sharon, declarou ao site oficial da Secretaria de Estado de Direitos Humanos e Participação Popular, que o lançamento da campanha é uma vitória, mas que é importante ter em mente que ainda há muito a ser realizado. “Ninguém sabe como lidar com a pessoa trans. Então, quando a gente vê o nosso direito sendo respeitado numa campanha como essa, não é o fim, não é a glória, é apenas o começo de uma caminhada. Quero que meu nome seja respeitado sem passar pela burocracia que eu passo”, afirmou.

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