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Responda! RedeTrans faz pesquisa para traçar perfil socioeconômico da população trans no Brasil


A Rede Trans promove até o dia 14 de agosto de 2017 uma pesquisa para que mulheres transexuais, travestis e homens trans respondam. Trata-se de um “CENSOTrans”, que busca entender a população trans, trazer números específicos e, diante deles, cobrar políticas públicas.

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A iniciativa surge porque, dada a transfobia institucionalizada no Brasil, não há informações precisas sobre a população trans brasileira. O grau de invisibilidade ao longo dos anos é tão grande que sequer o IBGE e IPEA quantificam essa população.

De acordo com a professora, militante e assessora Sayonara Nogueira, as pesquisas sobre demografia da população LGBT só se concentram no campo da orientação sexual, nunca da identidade de gênero. “Será um trabalho difícil pelo tamanho geográfico do país, e uma das dificuldades é realmente fazer com que esse questionário entre em contato com toda nossa população”.

Até o momento cerca de dois mil questionários foram respondidos por meio da internet e também está sendo aplicado um questionário físico por coordenadores e filiados da Rede nas cinco regiões do país, sobretudo em espaços onde a tecnologia ainda não avançou e para pessoas trans que estão em situação de vulnerabilidade social e em pontos de prostituição.

Ao coletar os dados, eles serão tabulados e construídos gráficos por pessoas especializadas na área de Geografia e TI. E, por meio deles, a Rede Trans alega que terá subsídios para fomentar políticas de Direitos Humanos, no combate à violência e na criação de Políticas públicas de Estado. E também cobrar políticas públicas na área da saúde, educação, assistência social, segurança pública, entre outras.

Assista ao vídeo da presidenta Thatiane Araújo:




COM ESTADO OMISSO, SOCIEDADE CIVIL ASSUME PAPEL

Sayonara explica que a ideia do Censo surgiu durante a realização do workshop regional sudeste e em conversas com militantes pelas redes sociais. Mas que no início ela foi contra, pois o papel de mapear a população é do Estado, não da sociedade civil. Afinal, demanda tempo, trabalho e até recursos financeiros.

Porém ,após o lançamento do Dossiê que mapeia os assassinatos e violação de Direitos Humanos em 2016, ela percebeu tratamento humanizado nas matérias jornalísticas, respeito pela identidade de gênero, maior subsídio para apontar a violência transfóbica e entendeu a importância da pesquisa. 

“Iniciei a organização do questionário pela facilidade em trabalhar essa metodologia de pesquisa, devido à formação acadêmica em Geografia e com a ajuda da Rebecka de França, que também cursa a mesma ciência. Do outro lado, Tathiane Araújo, presidenta da Rede, também operacionalizou outro questionário, onde reunimos os dois para tirar as questões mais importantes para avaliar a nossa população na atualidade”, revela.

O questionário com 25 perguntas vai ficar disponível durante três meses, iniciando na data de 14 de maio de 2017 e encerrando em 14 de agosto de 2017. Quem for trans, quiser e puder colaborar, clique aqui.

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