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Verônica Bolina e Leo Moreira Sá falam sobre Sistema Penitenciário e População LGBT, em SP

Leo Moreira Sá, Rafael Braga e Verônica Bolina

O “Sistema Penitenciário e População LGBT” é tema do debate que ocorre neste domingo (25), às 15h, no espaço da Casa 1 (Rua Condessa de São Joaquim, 277, São Paulo). A conversa, que promete refletir como vivem e são tradas as pessoas LGBT em situação de cárcere, faz parte da campanha “30 Dias Por Rafael Braga”.

Para a conversa, participam Verônica Bolina, travesti que foi presa em um presídio masculino em 2015 ao agredir uma vizinha e que se tornou notícia após fotos de Verônica seminua e desfigurada após uma agressão dentro do sistema penitenciário vazarem na internet. O Ministério Público abriu uma investigação de tortura, mas ninguém foi condenado. Verônica ficou dois anos presa e foi solta após ser considerada inimputável.

O ator Léo Moreira Sá, homem trans que nos anos 2000 chegou a ser preso em prédio feminino há algumas décadas ao vender drogas em um clube LGBT. Na peça “Lou e Leo”, ele fala sobre as várias agressões que sofreu, tanto de policiais quanto de detentas, e também da dificuldade de se reinserir na sociedade após cumprir pena de cinco anos.

O bate-papo conta ainda com a advogada criminalista Carolina Gerasse, que é atuante em proteção integral dos direitos das pessoas trans e travestis, Anna Carolina Martins, do Grupo Mulher e Diversidade da Pastoral Carcerária, e o antropólogo e pesquisador sobre diversidade sexual e de gênero no sistema penitenciário Marcio Zamboni.



Vale ressaltar que a prisão do homem cis Rafael Braga Vieira - nome que leva da campanha - vem causando comoção em grupos de direitos humanos desde que ocorreu em abril de 2013 no Rio de Janeiro. Ele estava próximo às manifestações de junho do mesmo ano e foi abordado pela polícia por estar com um desinfetante Pinho Sol e um frasco de água sanitária - que foram considerados ingredientes para coquetel motov.

Mesmo após o Esquadrão Antibomba da Polícia Civil atestar que o Pinho Sol e água sanitária não poderiam ser utilizados como explosivos, 
o jovem de 25 anos foi condenado a cumprir 11 anos e três meses de reclusão e uma multa de aproximadamente R$ 1.600. No mesmo período, várias outras pessoas foram presas e liberadas. Posteriormente, Rafael sofreu inúmeras represálias, perseguições, abuso de poder e arbitrariedades, evidenciando o racismo institucional.

Logo após a conversa, ocorre o Sarau Manas e Monas. A entrada é gratuita.

SERVIÇO: Sistema Penitenciário e População LGBT
Quando: Domingo (25), às 15h
Onde: espaço da Casa 1 (Rua Condessa de São Joaquim, 277, São Paulo)
Mais informações: acesse a página do evento no Facebook clicando aqui.

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