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Viviany Beleboni se veste de militar na Parada LGBT de SP e diz: "Nossa maior arma é o voto"


Por Neto Lucon

A modelo e atriz Viviany Beleboni - que desde 2015 definitivamente PARA as Paradas do Orgulho LGBT de SP - esteve na 21ª edição deste domingo (18) com uma roupa de militar e uma bazuca no 11º trio. Ela mirava presidentes como Putin e Trump e disparava... Rosas brancas, que simbolizava o desejo de paz e união.

Segundo Viviany, a roupa representava a atual conjuntura política mundial, marcada pelo forte preconceito com a orientação sexual e identidade de gênero. “Estamos vendo o conservadorismo avançar e os direitos LGBT serem barrados. E isso está acontecendo tanto nos EUA, na Rússia, na Chechênia quanto no Brasil. Vivemos um retrocesso”, afirmou Viviany ao NLUCON.

Neste ano, o tema da Parada foi “Independente de nossas crenças, nenhuma religião é lei. Todos e todas por um estado laico”. Ela diz que muitos políticos não sabem separar suas crenças pessoais ao representarem a população. "Esquecem que a religião deve ficar na igreja e que a política não deve servir de pretexto para exercerem os seus preconceitos e fundamentalismos religiosos". 

Porém, de acordo com Viviany, ela já abordou a necessidade de que haja a real laicidade do Estado no último ano, ao aparecer como justiça com uma Bíblia vendando os olhos. “Neste ano quis vir de militar para mostrar que estamos em todos os lugares e que precisamos de trabalho em qualquer área. O exército, por exemplo, não é um espaço que acolhe as travestis e transexuais bem”, defendeu.







Para 2018, Viviany dá o recado "nossa maior arma é nosso voto" e diz que os LGBT precisam se atentar em incluir (e votar!) em políticos LGBT. O objetivo é que, dada a representatividade, os direitos em prol da população LGBT avancem – atualmente há somente um que revela ser gay, Jean Wyllys (PSOL-RJ). “Temos que aprender a votar. Não adianta mostrar que somos muitos em um Parada se isso não for mostrado também nas eleições. Não é só uma festa, é política!”, declarou.

Dentre os as PL que estão para ser votada atualmente é a 5002/2013, também conhecida como Lei João Nery, que promete facilitar as retificações da documentação de travestis, mulheres transexuais, homens trans, não-binários, entre outras transgeneridades que almejam mudar o nome e gênero do RG. A lei dispensaria uma ação judicial, comprovação de laudo médico e cirurgias.

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