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“O amor venceu o ódio”, diz militante trans Valeria Rodrigues sobre 1ª Parada de Franco da Rocha


Por Neto Lucon

A 1ª Parada LGBT de Franco da Rocha reuniu no domingo (23) cerca de 4 mil pessoas durante todo o evento no município do Estado de São Paulo. Com um trio elétrico, 10 shows, muitas artistas e cinco gogoboys, o tema foi “Juquery Pride – Nenhum Direito a menos”.

A concentração ocorreu às 13h no Centro Cultural e seguiu com o trio elétrico pelas ruas da cidade até o Parque Municipal Benedito Bueno de Morais. Lá, ocorreram shows, discursos e a bandeira contra o preconceito a orientação sexual e identidade de gênero e a favor dos direitos da pessoas LGBT.

Dentre as artistas trans que marcaram presença e arrasaram na performance, estiveram Athena Joy, Izabely Jolie e Luisa Marilac (sucesso no Youtube desde os “bons drink”). “Foi tudo de bom. Nos divertimos muito, uma festa linda, lotada. Gente, estava demais”, declarou Luisa nas rede sociais.

A organização ficou por conta do instituto Nice, voltado para a população de travestis, mulheres transexuais e homens trans, em parceria com a Secretaria Municipal de Cultura, da Prefeitura. Estiveram presentes o prefeito da cidade, Kiko Celeguim, a vereadora Neiva Hernandez e a Secretária de Cultura Taiana Garcia

"Estamos vivendo no Brasil e no mundo muitos conflitos. E num momento de crise, as pessoas vão perdendo a vergonha de expor os seus preconceitos. E a gente chega a conclusão que a lei promete igualdade a todos, mas que a realidade não é bem assim. É por isso que é bom eventos como esse, que tem o intuito de dizer que eles têm direito a ser feliz", declarou o prefeito. 

Luisa Marilac e a militante transexual Dêmily Nobrega

Trio elétrico passou pela cidade
Shows, artistas trans e gogoboys agitaram a cidade

MENSAGEM FOI QUE O AMOR VENCEU O ÓDIO

A militante trans Valeria Rodrigues, presidenta do instituto Nice, afirma que o resultado foi o melhor possível, sem apresentar nenhuma ocorrência e diz que o maior desafio foi enfrentar o conservadorismo religioso, que tentou boicotar o evento.

"Bancada evangélica caça LGBT"
“A mensagem que passamos foi que o amor venceu o ódio e que os preconceituosos não conseguiram barrar nossa celebração”, afirma. Inspirada no tema da Parada, falou sobre a tentativa da bancada evangélica da Câmara dos Deputados em suspender o decreto de nome social. Para ela, trata-se de uma perseguição.

“Infelizmente a bancada evangélica não faz outra coisa senão caçar LGBTs, em especial as TTs. O nome social representa muito para uma mulher transexual e uma travesti, pois evita muitos constrangimentos até que seu nome seja retificado. Para que não tirem esse direito, a militância precisa se unir mais por um mesmo interesse”, pontua.

Valeria confirma que, mediante ao sucesso da primeira edição, no próximo ano haverá a segunda Parada LGBT de Franco da Rocha.

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