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Ato pede justiça a Anna Sophia, travesti de 16 anos que foi assassinada por sargento na PB


Por Neto Lucon

Diversos militantes, ativistas, amigos e conhecidos se reuniram na tarde de sábado (15), às 18h,na Praça Bela Funcionários II, em João Pessoa, para pedir Justiça para Anna Sophia, travesti de 16 anos foi assassinada a tiros no dia 8 de julho.

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Ana Sophia
O acusado é o sargento reformado da Polícia Militar, Antônio Rêgo Sobrinho, que foi preso no dia 11, na cidade de Teixeira e admitiu o assassinato. Em depoimento, ele disse que sua “missão era acabar com homossexuais (sic)”.

Para o ato, houve uma oficina de cartazes, apresentação cultural de grupos de dança em que Ana participava e vários discursos. Estiveram presentes as entidades Astrapa (Associação de Travestis e Transexuais da Paraíba), Maria Quitéria (Coletivo de Lésbicas da PB), Mel (Movimento Espírito Lilás de Gays), Movbi (Movimento de Bissexuais da PB).

Christian Queiroz, um dos organizadores do ato, declarou que a intenção é que a justiça seja cumprida, pois apesar de ter sido preso o acusado ainda precisa ir a júri para ser condenado. “Pedimos respeito a diversidade e o fim dessa violência. Dar visibilidade ao caso, mostrar que leis precisam ser respeitadas, que possamos andar sem medo de ser quem somos”.



A assessora técnica, no CCLGBT Municipal de João Pessoa, Josy Silva declarou que o ato também serviu para mostrar que a população LGBT e sobretudo trans tem consciência dos seus direitos. “Não somos qualquer uma, E.T.s ou cães sem dono. Somos gente, com sangue correndo nas veias, empoderadas, com direitos, empoderadas e unidas. Porque juntas somos mais fortes”.

Após os discursos, houve uma caminhada pelas ruas de João Pessoa. Diversos cartazes foram expostos, bem como “Ser diferente é normal”, “Diga não ao preconceito”, “Igualdade e humanidade contra a transfobia”. A militante Fernanda Benvenutty carregou o cartaz "Parem de nos matar". 

Vale ressaltar que o Brasil é considerado o país que mais mata travestis e transexuais no mundo, de acordo com a ong Transgender Europe. Na Paraíba, seis pessoas foram assassinadas somente neste ano (informou a Antra Brasil). O assassinato de Anna Sophia aos 16 anos evidencia outro triste dado. A baixíssima expectativa de vida de uma travesti no Brasil: 35 anos.

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