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Transserviços

ATRANS-CE quer construir abrigo para homens trans em situação de vulnerabilidade

Foto da Casa de acolhimento para a População Trans no Kansas 

Por Neto Lucon

A ATRANS-CE (Associação Transmasculina do Ceará) lançou um financiamento coletivo para que se inicie o projeto de um abrigo para homens trans e pessoas transmasculinas que estão em situação de vulnerabilidade social em Fortaleza, Ceará.

Eles pedem R$ 5.000 (cinco mil reais) que será utilizado para o pagamento do calção exigido pelo proprietário do imóvel, a compra de beliches e outros móveis e eletrodomésticos. Você pode contribuir clicando aqui.

De acordo Dioniso Varela Freire Ferreira, diretor de articulação, mobilização e cultura da ATRANS-CE, a iniciativa surgiu depois de receberem inúmeros pedidos de socorro de homens trans que foram expulsos de casa, que sofreram violência, que se encontram em situação de desemprego e de rua.

“Às vezes os pedidos ocorrem em plena madrugada, e temos que nos mobilizar entre nós para abriga-los. Nem sempre isso é possível, pois também temos problemas familiares, então acabamos por recorrer a outras instituições e a terceiros. Por isso pensamos que um abrigo seria uma saída para essas situações”, declara.

ACOLHIMENTO

O espaço fica localizado em uma casa próxima ao centro da cidade – de fácil acesso para emergências – e deve abrigar inicialmente oito pessoas. Futuramente, eles planejam ampliar o atendimento e receber também as travestis e mulheres trans. 

Dioniso Ferreira e Kaio Lemos

Vários membros da Associação também se encontram em situação de vulnerabilidade, o que propiciaria resolver dois problemas: o de moradia e o de funcionários da casa. “Os próprios membros trabalharão voluntariamente no local, minimizando os custos”, diz Dioniso.

O conselheiro da ATRANS-CE Kaio Lemos afirma que homens trans passam por pelo menos três vulnerabilidades em Fortaleza e no estado do Ceará. A primeira envolve a rejeição e violência familiar, depois a falta de empregabilidade ou a oferta de subempregos e, por fim, a questão da moradia. 

“O objetivo desse abrigo está para tentar suprir esses casos de vulnerabilidade”, defende.

TRANSFOBIA NO CEARÁ

De acordo com o Mapa de Assassinatos de Pessoas Trans, divulgado pela Antra, o Ceará é o Estado que mais matou a população trans no país. Porém, embora não apareçam tantos casos de homens trans assassinados neste mapa, isso não quer dizer que a violência transfóbica não ocorra.

“A transfobia contra homens trans costuma ser mais silenciada. Nós nem temos dados, pois as mortes são computadas como de mulheres lésbicas. Recentemente, tivemos notícias de dois assassinatos e um homem trans que deu à luz um bebê fruto de um estupro corretivo. Mas mesmo quando denunciamos em organismos LGBT, há questionamento de nossa identidade”, explica Dioniso.

Quem puder contribuir com a construção desse abrigo clique aqui

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