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Carol Marra fala sobre redesignação genital há um mês: “Dias solitários e difíceis”


POR NLUCON
Fotos: Revista Quem

Há um mês, a atriz Carol Marra passou pela cirurgia de redesignação genital (popularmente conhecida como mudança de sexo). Em entrevista à revista Quem, ela disse que realizou o procedimento sem contar para ninguém – nem para amigos e familiares - e que agora se sente uma mulher plena. 

“Sempre tentava imaginar o que sentiria quando saísse da cirurgia e olhasse para baixo. Mas tomei tanta medicação que não consigo lembrar. Só em casa, durante o banho, que parei para ver. Fiquei olhando e não achava diferença. Acho que já tinha absorvido essa realidade antes de vivenciá-la. Eu não mudei, sou a mesma pessoa. Eu só precisava disso para ser condizente com meu discurso de mulher que sou. Sou uma mulher por inteira, plena”, disse.

"Não quero mais piadinha"
A atriz afirma que a cirurgia que mexe no trato urinário é cercada por burocracias, laudos psicológico, psiquiátrico, endocrinológico e de uma assistente social. Carol afirma que foi operada durante quatro horas por um cirurgião-geral e urologista. 

Depois, ficou 22 dias com sonda urinária e que ao tirar teve “bexigoma”. “É uma dor terrível, não estava aguentando. Como tudo na minha vida fiz sozinha. Fui guerreira. Foram dias solitários e difíceis”, disse.

Carol explicou que só poderá ter relações sexuais no segundo mês. “Mas vou demorar uns quatro meses ainda, tem que ser especial. Brinco que vou leiloar minha virgindade (risos)”.

Na entrevista, ela também falou que não quer ser reconhecida como mulher transexual, mas como atriz. “Meu talento é mais importante do que minha genitália. Não quero ser reconhecida por nenhum rótulo. Ninguém precisa me achar bonitinha, talentosa, mas respeito é fundamental e eu exijo. Não quero mais piadinha. Sou mulher e quero meu espaço no mercado de trabalho. Sei que sou competente”, frisou.

Um comentário

Anônimo disse...

Pergunto-me como não colaborar com a invisibilidade, já que após a cirurgia opta-se por esquecer-se do "ser trans"...

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