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Daniela Moreira vence o concurso Miss Terça Trans 2017; veja o que rolou


Por Neto Lucon
Fotos: Rafael Sant's


Daniela Moreira, de 25 anos, foi eleita na noite de terça-feira (25) a Miss Terça Trans 2017. O concurso ocorreu durante a festa Terça Trans no bar Muss, em São Paulo, e valorizou a beleza da travesti, trouxe vários shows e promoveu discursos contra a transfobia.

“O objetivo é elevar a autoestima das candidatas e mostrar para a sociedade o lado em que ela insiste em não querer ver. Somos pessoas boas, cidadãs com princípios e podemos ocupar qualquer espaço”, afirmou Patricia Araújo, a responsável pela festa, ao NLUCON.

Ao todo foram quatro candidatas - além de Daniela, Gabriela Bueno, Cibelly Morena e Jaqueline Byanchine - que desfilaram com dois trajes: um vestido que representa as cores da bandeira trans e outro de gala, em que o brilho marcou todos os vestidos.

O júri foi formado por pessoas trans e cis, bem como Janaina Lima, Larissa Close, Brunna Valin, Raphaela Faria e Salete Campari. O jornalista Neto Lucon também esteve por lá. Foram avaliados maquiagem, cabelo, vestido, simpatia, desenvoltura no palco e beleza. A contagem foi feita na hora e com a colaboração do público. 


Jaqueline Byanchine, Daniela Moreira, Patricia Araújo, Cibelly Morena e Gabriela Bueno

Gabriela: Miss Glamour TT, Miss Terça Trans 2017 e Princesa Terça Trans

Os jurados do concurso

Com várias notas 10 venceu Daniela Moreira, seguida de Cibelly Morena (Princesa Terça Trans) e Gabriela Bueno (Miss Glamour). No concurso, Daniela teve o cabelo e maquiagem feita por Lucas Soares e o vestido de Ribas Azevedo. Quem levou o troféu de melhor vestido foi Cibelly, vestida por Ribas Azevedo

A apresentação foi de Patricia Araújo, que recebeu o auxílio especialíssimo de Marcella Alves Monteiro. Houve shows de artistas como Carla Ellen, a madrinha da festa, Candice Kay e Fran Macedo. A gogo trans Willa White agitou a festa ao lado dos gogoboys, que participaram de brincadeiras com o público.

FAIXA E COROA SÃO ARMADURAS CONTRA O PRECONCEITO

A vencedora Daniela tem 1,80m, 72 quilos, mora em Interlagos e conta que o que mais gosta de fazer é sambar. Ao ser perguntada como enfrenta o preconceito, ela disse que procura trabalhar, lutar e sempre focar no próprio crescimento e melhoria, “fazendo com que o preconceito não me abale”.

De acordo com a organizadora Patricia, todas as candidatas sonham com o título de miss. E muito mais que um concurso de beleza, ela afirma que a visibilidade positiva contribui para quebra de preconceitos. “A faixa e a coroa são armaduras para o que a gente chama de preconceito”, pontuou.


Aline Drumont e Mara Lopes

Brunna Valin e Janaina Lima

Daphynne Alves e Carla Ellen

Marcella, Whilla, Gabriela, Daniela, Patricia e Cybelli

No concurso, foi exibido um vídeo organizado pela militante travesti Janaina Lima, em que mostra diversas notícias de transfobia no Brasil. Segundo a militante Brunna Valin, mais de 100 travestis, mulheres transexuais e homens trans foram assassinados no país por preconceito. E o Brasil é considerado o país que mais mata a população trans no mundo.

Mara Lopes, a Miss Terça Trans 2016, declarou que sente orgulho de ter representado a festa em 2016, uma vez que trata-se de um espaço em que prevalece a harmonia entre todas as pessoas. “Aqui todo mundo se dá bem, gay, hétero, travesti, trans. É um encontro em que a gente traz o nosso melhor. E eu fiquei muito feliz de ser miss”, disse.

Aline Drumont, Miss Terça Trans 2013, e Daphynne Alves, a Miss Terça Trans 2015, também marcaram presença. “Foi uma experiência maravilhosa. É difícil ser miss, principalmente Miss Terça Trans, pois temos uma grande responsabilidade com o coletivo. Mas quando ganhei o concurso, procurei representar o grupo direitinho, divulgar uma imagem positiva de nós e também da festa. Assim, vamos quebrando os preconceitos”, finaliza.

Gostou? Assista ao vídeo do Miss Terça Trans 2017:

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