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Transfobia: Donald Trump proibe que pessoas trans integrem às Forças Armadas


POR NLUCON

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump mostrou que seu governo não está a favor da população trans. Nesta quarta-feira (26) ele anunciou que pessoas trans estão proibidas de integrar as Forças Armadas.

+ Aceitação de pessoas trans nas Forças Armadas declina com governo Trump

“Nosso Exército deve estar concentrado em vitórias decisivas e esmagadoras e não pode ser prejudicado com os gastos médicos e transtornos tremendos que transgêneros no Exército representariam. Obrigado”, escreveu ele no Twitter.

Ele disse que a decisão foi tomada com generais e outros militares e que não irá aceitar ou permitir que pessoas trans sirvam em qualquer capacidade no Exército americano. O anúncio barra um dos avanços do ex-presidente Barack Obama, que passou a aceitar a presença de pessoas trans nas Forças Armadas.

A ideia é que o alistamento que incluísse pessoas trans começasse neste ano, quando a pessoa trans já vivenciasse o gênero com o qual se identifica há pelo menos 18 meses. Mas o secretário de Defesa, Jim Mattis, resolveu estender o prazo do alistamento para seis meses, alegando novos estudos, o que barrou novas entradas de pessoas trans.

Não foi especificado o que vai acontecer com as e os militares trans que já estão nas Forças Armadas. Estima-se que o número de pessoas trans em atividade no serviço é de cerca de 2.500, num efetivo de 1,3 milhão (consultoria Rand/ 2017).

ASSOCIAÇÃO MÉDICA AMERICANA DESMENTE

A Associação Médica Americana (AMA) desmentiu as declarações de Trump de que razões médicas sejam justificativas para banir pessoas trans do serviço militar. "Não existe uma razão médica válida para excluir indivíduos transgêneros do serviço militar. Indivíduos transgêneros estão servindo seu país com honra, e eles deveriam ter permissão para continuar fazendo isso”.

A AMA também declarou que o custo financeiro é pequeno no orçamento de defesa e que não serve de desculpa para negar que americanos patriotas tenham negadas a oportunidade de servir ao país. “Nós deveríamos estar honrando seus serviços – não tentando encerrá-los”, declarou a nota.

A consultoria Rand estimou que os gastos com a saúde desta população representam um acréscimo entre 0,01% e 0,13% no total destinado aos militares em serviço.

Após o anúncio, diversos conservadores comemoraram a proibição de direitos das pessoas trans, enquanto políticos, ativistas, advogados e pessoas que lutam em prol do direito de todas as pessoas fizeram manifestação de repúdio e prometeram levar o caso aos tribunais.

OUTROS RETROCESSOS

Vale lembrar que durante as eleições diversos ativistas trans disseram que a vitória de Trump seria uma verdadeira afronta aos direitos da população trans (relembre aqui).

Outro retrocesso do governo Trump em relação ao anterior é que ele revogou as instruções federais às escolas dos EUA de permitir que estudantes trans utilizem banheiro e outros espaços segregados por gênero de acordo com o gênero com o qual eles se identificam. A nova orientação diz que cada Estado pode decidir como quiser em relação ao uso do banheiro por pessoas trans.

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