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Travesti de 23 anos é torturada e tem 50% do corpo queimado em São Gonçalo, RJ


POR NLUCON

A travesti Jéssica Pereira Barcelos, de 23 anos, sofreu uma tentativa de homicídio do homem com quem entrou em um hotel no centro comercial do Alcântara, em São Gonçalo, no Rio de Janeiro. Na madrugada de sexta-feira (28), ele a espancou, a enforcou e ateou fogo em seu corpo em um dos quartos.

A Polícia Civíl foi acionada por hóspedes do hotel, que ficaram preocupados com as chamas que saíam do quarto. Eles encontraram Jéssica caída no chão, com as mãos amarradas, sinais de esganadura e com pernas, costas e braços queimados, correspondendo a 50% do corpo.

O homem responsável pela tentativa de homicídio fechou a porta do quarto, fugiu e não foi identificado até o momento. O hotel responsável não registrou a documentação dele. As câmeras localizadas nas mediações devem contribuir com as investigações.

“Como um cara sai do hotel, volta e não tem a identificação dele?”, revolta-se a irmã Joyce Pereira ao jornal Extra.

A vítima encontra-se internada em estado grave no Centro de Terapia Intensiva (CTI), do Hospital Estadual Alberto Torres, no Colunbandê. “Jéssica está com um monte de aparelho, sedada, com a cara inchada, toda enfaixada do pescoço para baixo. Foi um choque, pois estamos acostumadas a vê-la toda alegre”, declarou Joyce.

"CRIME DE ÓDIO"


As investigações estão sendo feitas na 74ª DP, mas grupos de defesa à população trans – como o Liberdade/SantaDiversidade - quer que o caso seja acompanhado na Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher / Deam. “Para mudar esse quadro de transfobia, precisamos de apoio das autoridades”, declarou a presidenta do grupo Liberdade Stefani Brasil ao jornal O São Gonçalo.

“Isso tem fundo de crime de ódio motivado por transfobia. Vamos tentar transferir para o Deam, porque a delegacia de Alcântara está lotada e é um caso de violência de gênero”, declarou Wells Castilhos.

Ao NLUCON, Bruna Benevides declara que o diálogo com a delegada se deu para que as investigações sejam feitas e que levem em consideração as questões de gênero e vulnerabilidade. “Sabemos que menos de 10% dos casos viram processo criminal no RJ, índice que se agrava no caso das travestis e mulheres transexuais. Encerram os casos, descaracterizando a LGBTfobia e os requintes de crueldade”, defende ela.

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