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Travesti é assassinada aos 16 anos na PB; sargento assume crime e admite transfobia

Antônio Rêgo Sobrinho admitiu ter matado Ana Sofia por preconceito

POR NLUCON

Ana Sofia, travesti de 16 anos, foi assassinada a tiros no último sábado (08) em uma praça do bairro Funcionários II, em João Pessoa. O sargento reformado da Polícia Militar, Antônio Rêgo Sobrinho, foi preso na terça-feira (11) na cidade de Teixeira e admitiu o assassinato.

Em depoimento na Central de Polícia de João Pessoa, no Geisel, o acusado admitiu que o assassinato se deu por transfobia. Ele disse que “matou por não gostar de homossexual (sic)”.

“De fato, foi um crime de conotação homofóbica, mas nesse caso é transfóbica por se tratar de uma travesti. O sargento foi claríssimo ao afirmar que veio ao mundo para acabar com os homossexuais e, por isso, matou Ana Sofia. O policial já tem um histórico de agressão a homossexuais tendo em vista que ele respondia em liberdade a um crime praticado há dois anos. O suspeito morava no mesmo bairro da vítima”, disse o delegado Reinando Nóbrega.

Segundo informações, o sargento estava bebendo em uma mesa quando a adolescente se aproximou. Ele teria levantado, sacado a arma e atirado diversas vezes contra a vítima. A jovem morreu ainda no local.

Após o crime, o policial fugiu e se escondeu na casa de um parente em outra cidade no Sertão paraibano. A identificação e localização foi feita após receber uma denúncia anônima. Preso, ele foi encaminhado ao 1º Batalhão da Polícia Militar, do Centro de João Pessoa, e foi apresentado na quarta-feira (12), ao juiz na audiência de custódia.

Antônio Rêgo Sobrinho irá responder por homicídio qualificado.

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