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Ambulatório para travestis e transexuais é inaugurado no Distrito Federal


POR NLUCON

Foi inaugurado nesta segunda-feira (14) o ambulatório para travestis e transexuais na Asa Sul, Distrito Federal. O serviço disponibilizará consultas com psicólogos, psiquiatras, endocrinologistas e assistentes sociais. 

O espaço é localizado no Hospital Dia, na 508/509 Sul, foi pintado e decorado pelos próprios médicos e gestores e deve iniciar o atendimento na próxima semana. Cerca de 200 pessoas trans estão na lista de espera para receber o atendimento do ambulatório. 

Segundo a assessora especial da Coordenação de Diversidade LGBT do DF, Paula Benett o ambulatório é de suma importância para a população trans, que terá garantida o direito ao acesso à saúde em sua especificidade e um tratamento que ajude a minimizar as violações. 

"O ambulatório trans prestará um serviço de qualidade, com pessoas capacitadas para acolher e atender essas pessoas. A maioria vem se hormonizando por conta própria, trazendo grande risco à saúde e muitas também precisam de atendimento psicossocial, já que muitas encontram-se desamparadas desde o ambiente familiar". 

Paula destaca que durante muito tempo nem mesmo o respeito ao nome social existia, o que promovia violações desde a porta de entrada nos hospitais e postos. "O ideal seria que toda a rede fosse capacitada e pudesse atender este público com as políticas necessárias as suas especificidades, enquanto isto não acontece,  o ambulatório trans garante este atendimento e serve de modelo para outras unidades", declarou ela, que também é Conselheira do Conselho da Mulher do DF e representante da RedeTrans no DF.


Ao contrário do que ocorre em São Paulo, Goiânia e Recife, os pacientes receberão apenas acompanhamento dos endocrinologias, mas não receberão os hormônios gratuitamente. Eles devem ser comprados pela própria Secretaria de Saúde do DF, por licitação própria. A justificativa é que o Ministério da Saúde pede uma série de pré-requisitos, que ainda não estão preenchidos.

Anteriormente, a população trans do DF recebia apenas um espaço de acolhimento na rede pública, o Creas - Centro de Referência Especializado de Assistência Social da Diversidade, na 614 Sul. Ele oferecia assistênca social, jurídica e psicológica a vítimas discriminação. Cerca de 823 casos de LGBTfobia foram registrados somente neste ano.

A conquista é da Secretaria de Saúde em parceria com a Secretaria de Estado de Trabalho, Desenvolvimento Social, Mulheres, Igualdade Racial e Direitos Humanos. Para a criação foi criado um GT técnico com várias representações do poder público e da sociedade civil organizada, principalmente do movimento social trans.

"Quero citar também o papel importante  do movimento social trans nacional e local que vem lutando e apoiando para o avanço destas políticas, o meu muito obrigada, a RedeTrans, ANTRA, ANAVTRANS, IBRAT e a ULTRA, e o movimento LGBT. Quero agradecer também ao governador Rodrigo Rollemberg e a sua esposa a colaboradora Márcia Rollemberg, que mesmo sofrendo perseguição política de grupos mais conservadores, não retrocederam, tornando nossa Brasília mais cidadã". 

Dentre as mensagens pintadas no ambulatório, está: "Não te peço pra me aceitar, apenas te peço para me respeitar".

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