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ANTRA lança campanha contra o desrespeito ao nome social da população trans no Facebook


Por Neto Lucon

A Associação Nacional de Travestis e Transexuais (ANTRA) lançou nesta quinta-feira (03) uma campanha contra a transfobia que ocorre no Facebook, que desrespeita o nome social e exclui páginas e perfis após denúncias de cunho preconceituoso.

Em parceria com o Disque 100, do Ministério dos Direitos Humanos, a campanha traz três imagens com as mensagens: “Seu nome social foi desrespeitado no Facebook? Relate ao Disque 100", "Seu perfil ou página foi excluída do Facebook sem motivo? Relate ao Disque 100" e "Sua denúncia de LGBTfobia foi rejeitada no Facebook? Relate ao Disque 100".

A ANTRA informa que “todos os dias, travestis e transexuais são desrespeitadas/os por publicações transfóbicas e atacadas/os com denúncias contra seus nomes sociais e suas identidades na rede social. O Facebook só será um espaço seguro quando seu sistema de denúncias mudar. Faça sua parte. Acesse facebook.com/suport para obter informações sobre denúncias passadas e relate ao Disque 100. Não basta colorir, tem que respeitar LGBT”.


A militante Bruna Benevides, secretaria de Articulação Politica da ANTRA e articuladora da campanha em parceria com o militante Aubrey Effgen explica que, apesar de o Facebook dizer ser apoiador da comunidade LGBT e até ter incluído opções do usuário definir a sua identidade de gênero, várias pessoas trans continuam tendo problemas para adotar o nome social (o nome em que são socialmente reconhecidas em detrimento do nome do RG) no espaço. 


“Essas pessoas vêm sendo obrigadas a usar o nome de registro em seus perfis sociais ou ter seus perfis deletados pela plataforma Facebook, o que lhes representa um ato de extrema violência e exposição desnecessária da intimidade”, declarou.

De acordo com militante, a ideia é que a as pessoas criem o hábito de denunciar o preconceito e não ceder ao “CIStema” que foi pensado para excluir as pessoas trans. “O Facebook é uma representação da nossa sociedade, com seus costumes e preconceitos. E acredito que pela possibilidade permanecer anônimos ou mesmo à distância, isso intensifica a falta de empatia das pessoas e incentiva que sejam completamente preconceituosas, tamanha a certeza da impunidade”.

O objetivo é que as denúncias e reclamações sejam ouvidas pelo Ministério dos Direitos Humanos e que se busquem meios formais e legais para a garantia do direito ao bem-estar social, à saúde mental, ao bom convívio. E que o Facebook seja um campo de diversão, campo de informação, promoção da vida, e que tenha como política combater a LGBTfobia e outras opressões.

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Veja as imagens abaixo:






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