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Ativista trans e cadeirante, Leandrinha Du Art é puro empoderamento feminino

Leandrinha por Tássio Lopes (make Lucas Jesus)
Por Neto Lucon

Leandrinha Du Art é uma fotógrafa e escritora de 22 anos que vem chamando atenção por sua trajetória, vídeos, textos e discursos em prol do autoconhecimento. Ela é ativista trans, cadeirante e, como ela mesma se define, uma pessoa muito foda.

Há alguns meses, ela divulgou o vídeo "Quer me conhecer melhor?" em sua página no Facebook. E somou mais de 3,5 MILHÕES de visualizações, mais de 50 mil curtidas e 20 mil comentários. O vídeo fala sobre sua trajetória, o empoderamento, descobertas e superações ao longo da vida.

Leandrinha mora em Passos, Minas Gerais, e conta que nasceu com a rara Síndrome de Larsen, que afeta o desenvolvimento dos ossos. Durante a infância chegou a passar por várias cirurgias, até que passaria por um delicado procedimento na coluna e disse: "Não quero mais", embarcando em um processo de autoaceitação.

"Foi um processo bem lento de me descobrir, de me valorizar. Esse daqui é o meu corpo, eu tenho que parar de esconder ele e a valorizar como uma vitrine para que as pessoas olhem para mim e me tornem uma referência", afirmou.

SER UMA MULHER TRANS


Durante os momentos em que lidava com a deficiência, ela também começou a se perceber LGBT. Primeiro, revelou aos familiares que sentia atração por rapazes. Pouco menos de um mês, entendeu-se como uma mulher trans e também comunicou a todos. Ao saber, a mãe declarou que já sabia e Leandrinha foi acolhida. Para ela, foi a melhor fase da sua vida. 



"Ser uma pessoa com necessidade especial, trans, com esse estilo todo diferenciado, com meu modo de pensar, de agir, modo como eu falo com as pessoas, acho que já foi mais difícil para mim. Foi mais difícil entender todo esse contexto de Leandrinha. Hoje eu lido bem".

E, como dissemos, ela se considera (e é) uma pessoa muito foda. "Eu me considero uma pessoa tão foda, tão pica, eu sou mais uma lenda. Eu passei um período da minha vida lutando para viver, para chegar onde estou hoje... E passar por todas essas vivências me tornou uma pessoa muito forte. Até por isso eu não sofri tanto o impacto de ser uma cadeirante trans. Eu sou uma pessoa forte, eu sei lidar com o que a vida me oferece, eu sou foda mesmo".

Recentemente, ela veio para São Paulo e participou do Boteco da Diversidade, no Sesc Pompeia, onde chegou a dançar Sua Cara, sucesso de Anitta e Pabllo Vittar e palestrou. De toda a sua experiência com apenas 22 anos, Leandrinha diz para as pessoas que o mais importante é se conhecer, se aceitar, se valorizar e desvendar os próprios mistérios. Uau!

Para quem quiser saber mais sobre ela, basta acompanhar as postagens em sua página que existe há dois anos clicando aqui.

Assista ao vídeo:

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