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Casal que disse que bebê poderá escolher gênero quando crescer é agredido em Pernambuco


Por NLUCON

Após declarar ao jornal O Globo que não imporia nenhum gênero ao bebê e que registrariam com um nome neutro, um casal pernambucano passou a receber insultos, xingamentos e represálias virtualmente e pessoalmente. Tanto que a publicação precisou remover a matéria para a segurança deles.

O pai - que é um homem trans - declarou que passou a receber ameaça nos celulares, sofreu uma tentativa de agressão no metrô e tiveram as redes sociais marcadas por comentários de ódio. Eles registaram um boletim de ocorrência na delegacia de crimes na internet.

"Divulgaram fotos nossas com a criança em outros lugares. Como temos familiares nessas redes sociais, passaram a insultar minha mãe, meus irmãos, a família da minha mulher e a família do pai biológico do bebê", declarou ele.

Nos comentários, há muito discurso religioso e acusação de que estariam fazendo experimentos: "Dizem que estamos corrompendo a criança, que estamos usando ela para fazer experimentos. Pessoas falando em nome de Deus que somos aberrações, que a criança é uma aberração. Chegaram a dizer que vão chamar o conselho tutelar e que nós pagaríamos por essas escolhas".

Até mesmo a jornalista do O Globo que relatou a história foi exposta na página do Facebook e passou a receber muitos insultos nas redes sociais.

ABRA SUA MENTE

Na primeira reportagem, o casal conta que a criança é fruto de um relacionamento da mãe com um homem cis, mas que está sendo criada pelo atual marido, que é homem trans. Eles contam que a criança foi registrada com um nome comum de dois gêneros, brincará com todos os brinquedos e que terá a liberdade para vivenciar o gênero que se sentir mais confortável.

A decisão partiu da militância de ambos em causas sociais, além da própria experiência do pai trans em viver as imposições e estereótipos de gênero. Eles disseram que não obrigariam nada, mas que respeitasse a vontade intrínseca da criança.

Após a repercussão, a mãe está chocada com os comentários e defende que só quer que o bebê seja feliz. O pai diz que estão esquecendo o mais importante: a preocupação de como está a criança.

"Estamos deixando ele escolher, quando tiver idade. Ele tem um mês, já faz coisas que outro não faz. Está saudável e bem cuidado. Como as pessoas não conseguem enxergar isso? Eu sei que estou na linha de frente, que coloquei a cara a tapa. Não sabia que isso iria atingi nosso bebê. É uma criança".

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