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EUA passam a proibir pessoas trans nas Forças Armadas dentro de seis meses


Por NLucon

O prazo para o Pentágono passar a proibir (na verdade, voltar a proibir) que pessoas trans se recrutem nas Forças Armadas dos EUA é de seis meses, informou a imprensa local na última quarta-feira (23).

No próximos dias, o governo de Donald Trump dará as diretrizes sobre como implementar a proibição anunciada no fim de julho e de como ficarão aquelas pessoas trans que já estão dentro do exército. Ela será feita pelo secretário de Defesa, Jim Mattis.

A publicação terá no memorando que o Pentágono não deve admitir novos membros que são trans e que deve suspender imediatamente o pagamento de tratamentos médicos para militares que almejam passar por cirurgias de redesignação genital (popularmente conhecida como mudança de sexo).

No fim de julho, Trump fez uma série de tuítes contra os direitos das pessoas trans nas Forças Armadas e contrariou as leis progressistas do antecessor Barack Obama. Dentre as motivações, segundo o presidente dos EUA, é que há um alto custo médico com as cirurgias de redesignação genital, além dos "transtornos que representam aspessoas trans nas Forças Armadas".

Apesar disso, a imprensa e empresas de saúde desmentiram a preocupação com gastos, uma vez que eles representariam apenas 0,005% a 0,017% do orçamento. E que as Forças Armadas gastam cinco vezes mais com estimulantes sexuais, como o viagra, que com os cuidados médicos com soldados transgêneros. Vale ressaltar que há entre 1.320 e 15.000 transexuais nas forças armadas, num cenário de 1,3 milhão de membros.

Nos EUA, diversas associações de direitos LGBT e trans estão fazendo manifestações contra a determinação, que é considerada transfóbica. Diversos artistas, como Sia e Tatiana Maslany,  também manifestaram apoio à população trans. 

Assista ao vídeo: 


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