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Ex-militar que matou mulher transexual a facadas é condenado a 40 anos de prisão nos EUA


POR NLUCON

Cada vez fica mais evidente que crimes transfóbicos são crimes de feminicídio – isto é, crime contra o gênero feminino. Um caso que chama atenção da mídia internacional desde 2016 é o evolvendo o brutal assassinato da enfermeira trans Dee Whigham, de 25 anos, por seu ex-parceiro, no Mississipi, EUA.

Dee e o ex-militar Dwanya Hickerson se conheceram pela internet e trocavam mensagens há dois meses quando marcaram o primeiro encontro. Eles foram para cama e, pouco depois, Dee teria contado que é uma mulher transexual. O rapaz se revoltou e a matou.

No crime, ele pegou uma facada e desferiu vários golpes no rosto, no corpo, até que cortou a garganta da vítima. Os policiais contaram 119 perfurações por todo o corpo. Após a violência, ele a deixou no banheiro para morrer.

Durante o julgamento, o rapaz chegou a ser questionado sobre o motivo que o levou a matar Dee, mas ele declarou que “apenas perdeu a cabeça” e que “nem se lembra dos detalhes da noite”. Uma estratégia para que o fator preconceito não fosse acrescentado na sentença. 


Dee tinha 25 anos e havia acabado de concluir a faculdade de enfermagem. A CEO da Forrest Health, Evan Dillary declarou que ela será sempre lembrada como uma excelente enfermeira, amada por seus pacientes. 

A prima Raquel Cooley lamentou o trágico fim: "Ela era uma trabalhadora e de bom coração que estava apenas começando a sua vida. Não merecia isso". 

Embora o crime tenha acontecido há um ano, o julgamento do caso ocorreu somente no fim de julho de 2017. Sendo assim, o  tribunal do Mississípi condenou Dwanya a 40 anos de prisão, sem direito a liberdade condicional, por homicídio em segundo grau.

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