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Militante travesti Lili é assassinada a tiros aos 41 anos na Bahia


Por Neto Lucon

Um crime chocou a cidade de Cachoeira, no Recôncavo da Bahia. A militante Xaynna Shayuri Morganna, mais conhecida como Lili, foi assassinada a tiros na noite de domingo (27) na beira do Rio Paraguaçu.

Ela era presidenta da Associação Grupo Gay de Cachoeira, no Recôncavo da Bahia, e uma das organizadoras da Parada do Orgulho LGBT de Cachoeira desde 2010.

De acordo com o delegado Eduardo Coutinho, Lili foi assassinada por três homens que a abordaram em um carro Honda Civic de cor prata. Eles saíram do veículo, dispararam contra a vítima e fugiram. Lili morreu no local.

Embora as investigações não tenham sido finalizadas, o delegado descartou que o crime tenha sido por transfobia ou pelo fato de Lili ser militante LGBT. Até o momento ninguém foi identificado ou preso.

Devido ao assassinato, a Parada LGBT de Cachoeira, que ocorreria em outubro, foi cancelada neste ano. E remarcada para 2018.


Nas redes sociais, diversas pessoas lamentaram o crime e fizeram textos em memória de Lili e em repúdio a violência. A professora da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB), Simone Brandão, publicou na sua página do Facebook um manifesto em que pede justiça para Lili e fala sobre as violações que a população LGBT pobre sofre.

"Quero justiça para Lili. Queremos o direito de existir respeitado! Porque é disso que estamos falando! Nós não temos direito a existir em uma sociedade LGBTfóbica. Somos vidas que não importam! Somos agredidas, violentadas assassinadas simplesmente porque existimos. A cada 25 horas uma pessoa LGBT foi assassinada em 2016 simplesmente pelo fato de ser LGBT!", diz um dos trechos.

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