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Pai organiza festa para apresentar nome social de filho trans para a família no ES

Imagem da reportagem exibida pelo G1

Por NLUCON

Ainda que a transfobia exista em muitos lares, alguns casos de acolhimento evidenciam uma luz no fim do túnel. A relação do pai cis Marco Antônio com o filho trans Miguel Rosário é um exemplo. Ele chegou a organizar uma festa para apresentar o nome social do filho para a família, no Espírito Santo.

Aos 24 anos, Miguel contou que é um homem trans há menos de cinco meses para a família. Assim que soube, Marco organizou uma festa de batizado para reforçar a identidade de gênero do filho. No bolo, o nome social estava grafado.

Em entrevista à TV Gazeta, o pai afirmou que se tratava de um bolo de aceitação e apoio. "Porque batizado? Porque estava nascendo um Miguel na família. O Miguel chegou na família. Era um bolo de aceitação, de apoio. [...] Se a própria família não apoiar, quem vai apoiar?", declarou ele.

Miguel afirma que ficou tão surpreso e feliz com a surpresa que acabou sublimando a memória da festa. Ele só lembra de ter sorrido muito. “No momento que eu achava que ele ia estar em luto, ele organizou uma festa para mim. A reação dele foi convidar o restante da família e fazer um batizado, com o meu nome social no bolo (...) Lembro que passei o dia todo rindo”.

Ele conta que desde a infância sabia que era um homem, mas que não havia compreensão. Por diversas vezes, ele sonhava que estava sendo lido como um menino e que até tinha barba, mas ao acordar e olhar para um espelho se entristecia. A família observava que ele ficava escondido e durante um tempo pensava se tratar de algo relacionado a orientação sexual, não com a identidade de gênero. 



Foi só aos 24 anos que Miguel contou que é um homem trans. O pai só estranhou o nome. “Perguntei ‘Porque Miguel?’. Ele falou: ‘Esse nome já me segue desde cedo’. Pensei comigo ‘Miguel é o nome de um anjo. Tem Miguel, Gabriel e Rafael’. Falei ‘Tá, bom. Um anjo na família, né?’”. Ele pediu ainda para que todos os familiares respeitassem o novo nome e que registrassem o nome social em seus celulares.

Em reportagem do G1, ele disse que o pai nasceu para ser pai. "Ele é o cara que eu olho e que eu quero ser igual. Ele me ensinou o que é ser homem. Eu quero ser um pai como o meu pai", disse ele, que tem uma tatuagem escrita "Meu Marco" no ombro direito. É muito amor envolvido!

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