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Ceará tem primeiro abrigo para homens trans, Thadeu Nascimento


Por Neto Lucon

Foi inaugurado no centro de Fortaleza o Abrigo Thadeu Nascimento. Trata-se da primeira casa de acolhimento e moradia para homens trans que encontram em situação de vulnerabilidade social no Ceará.

O espaço conta com três quartos, sala, cozinha, garagem e quintal. E procura atender cerca de seis homens trans. Há um mês desde a inauguração, quatro já ocupam o espaço.

A iniciativa voluntária e independente é da Associação Transmasculina do Ceará (Atrans-CE). E surgiu após ser identificado que vários homens trans enfrentam situações de preconceito, conflitos, abandono familiar, desemprego e falta de moradia.

"Acreditamos que não existe somente um tipo de vulnerabilidade, que é a econômica, e sim diversas", diz o militante trans Kaio Lemos. "O desamparo da família, a exclusão social na educação, saúde, a falta de emprego e principalmente a solidão são alguns dos exemplos", continua.

É por esse motivo que o espaço também servirá como sede da ATRANS-CE, espaço para encontros e reuniões de militância. Além de proporcionar aulas profissionalizantes para que os moradores consigam se recolocar no mercado formal de trabalho, sar da situação de vulnerabilidade e conseguir pagar o próprio imóvel, abringo vagas para outros homens trans.

NOME EM HOMENAGEM

O nome do abrigo é em memória ao vendedor Thadeu Nascimento, também conhecido como Têu. Em maio deste ano, ele teve a casa onde morava sozinho invandida, foi espancado e assassinado por preconceito em Salvador. O crime gerou ações de repúdio à transfobia.

Thadeu Nascimento foi assassinado aos 24 anos

PARA MORAR

Os homens trans que estão em situação de vulnerabilidade social e que precisam ocupar uma das vagas do abrigo, podem preencher a ficha de adesão por meio da página da ATRANS-CE no Facebook - https://www.facebook.com/ATRANSCE/.

Na page, também é possível ter contato com o número dos telefones dos diretores da associação e tirar outras dúvidas acerca do abrigo.

Para ter a adesão aprovada, é simples. A pessoa precisa se identificar como homem trans, ser maior de idade e estar engajado na luta pelos direitos das pessoas trans.

PARA APOIAR

Sem qualquer tipo de ajuda do governo, o pagamento do caução ocorreu por meio de uma vaquinha virtual, que continua online (veja aqui). O aluguel vem sendo pago por Kaio Lemos e pelo presidente da Atrans-CE, Apollo Franco, que também moram no espaço.

Por enquanto, eles ainda precisam e contam com doações de materiais de limpeza, higiene pessoal, alimentos não perecíveis, roupas de cama e móveis como armário, beliches, sofá, mesa e cadeiras. Para fazer as doações, entrem na página do Facebook e contribuam com esse importante espaço. 

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