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Psicóloga trans denuncia discriminação em casa de show após beijar rapaz


Por NLUCON

A psicóloga Ariane Senna, de 26 anos, denunciou ao jornal A Tarde ter sido vítima de discriminação em uma casa de shows no bairro da Pituba, em Salvador, após ter beijado um rapaz. O caso aconteceu na madrugada de sábado (26).

Segundo a psicóloga, o segurança a abordou pedindo para que ela saísse do espaço uma hora depois de ter entrado. Ele teria dito que o dono da casa havia pedido para que ela saísse, pois teria esbarrado nele enquanto dançava na pista.

Porém, Ariane afirma que o caso ocorreu logo depois de ter beijado um homem na festa. "Acredito que isso tenha motivado a discriminação. Ele deve ter sentido repugnância com o beijo".

Após o dono da casa confirmar a expulsão, os amigos que a acompanhavam disseram que todos também iriam embora e que queriam o dinheiro de volta. Ariane começou a filmar a discussão e o dono alegou que estava apenas a notificando, dizendo que o local era de família e pediu que ela apagasse o vídeo. Ela permaneceu no espaço.

"Ele pediu para apagar o vídeo para eu não ter provas concretas contra ele, além do testemunho dos meus amigos", diz. "Eu fiquei muito mal, triste, sentada, enquanto meus amigos dançavam. Mas continuei ali para mostrar que sou superior a isso", relatou ela, que disse que irá processar o estabelecimento.

Em conversa com o jornal A Tarde, Luciano Santos negou que o sócio Júnior Guto tenha discriminado a cliente. "Ela estava esbarrando nas pessoas, empurrando todo mundo. Ela fez o mesmo com ele uma vez, foi ignorado, mas na segunda vez ele reagiu. Depois, ela começou a gravar, falando que estava sendo expulsa. Isso é tudo invenção, e eu pretendo entrar com uma queixa contra ela", afirma.

Ela destaca a transfobia: "Ser trans é difícil, mas ser uma trans negra, 'grandona', com braços largos é pior ainda", conclui.

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