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Daniela Vega, de “Uma Mulher Fantástica”, diz que vida amorosa de pessoas trans é vista com ignorância


Por NLUCON

Daniela Vega vem conquistando o mundo com o filme “Uma Mulher Fantástica”, do diretor Sebástian Lelo. Ela afirma que por meio da relação da personagem Marina com Orlando (Francisco Reyes) vem mostrando uma realidade que a sociedade costuma ignorar.

“Há um preconceito por trás da Marina e o amor que Orlando e ela professam. Isso é visto na sociedade chilena e em qualquer sociedade de hoje. Quando alguém pensa em uma pessoa trans, ele não pensa que ela pode ter uma vida convencional, com relacionamentos discretos e uma vida cotidiana como qualquer outra”, declara ao Premio Sebastine. 

No filme, Marina e Orlando estão vivendo um romance intenso, até que ele sofre um problema de saúde súbito e morre. Durante o luto, ela passa a enfrentar a transfobia da família do amado – que vê o relacionamento como perversão e a proíbe de ir ao velório - e a violência institucional, que desconfia que ela tem alguma coisa relacionada à morte.

“A personagem Marina e o filme refletem uma realidade. Não é uma grande resposta para nada. É uma grande questão. O filme eleva a emoção, levanta a empatia e afeições familiares. Infelizmente, esse não é um sofrimento exclusivo das pessoas trans. Você pode vê-lo com pessoas negras, homossexuais. Essa situação transcende a identidade de gênero. E temos que lutar para quebrar os preconceitos”, declara.

Ela afirma que as pessoas que se sentirem incomodadas com a obra, deve se questionar o motivo. “Se o espectador se incomodar com algo, serão feitas perguntas. Algo ressoará dentro de você e, espero, que se pergunte onde ressoa e porquê”.

O filme é aposta do Chile para "melhor filme estrangeiro" do Oscar 2018. 



PESSOAS TRANS CHILENAS

Ao comentar como estão os direitos das pessoas trans no Chile, Marina conta que há no Senado um Projeto de Lei de Identidade de gênero. Ele vai ajudar a retificar o nome e gênero da documentação, reconhecendo a legitimidade e a legalidade da identidade de gênero da pessoa trans.

“O país está passando por uma mudança social sem fim. Parece que estamos no caminho para podermos comemorar algo assim, mas ainda não é uma realidade. Então não vamos parar”, afirmou.

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