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Paraná passará a fazer cirurgias do processo transexualizador


Por NLUCON

O Hospital das Clínicas, da Universidade Federal do Paraná juntamente com o Ministério da Saúde, passará a fazer as cirurgias do processo transexualizador para travestis, mulheres transexuais e homens trans. Ou seja, a transgenitalização, cirurgia no peitoral do homem trans, plástica mamária e histerectomia.

A notícia foi divulgada na segunda-feira (23) durante reunião na Secretaria Estadual da Saúde. O secretário de Estado da Saúde, Michele Caputo Neto, declarou que o conservadorismo não deve atrapalhar no que diz respeito à saúde pública.

“Nós abrimos nossas portas com o objetivo de melhorar as questões relacionadas à transexualidade, pois tudo que tem um impacto na vida dos cidadãos paranaenses, nós temos que resolver”, declarou. Atualmente, estima-se que há 200 pessoas que buscam os procedimentos do processo transexualizador no estado. 

Até então, as pessoas trans do Estado contavam há 14 anos com atendimento médico, psicológico e hormonioterapia no Centro de Pesquisa e Atendimento para Travestis e Transexuais. No primeiro semestre de 2017, houve mais de 400 consultas, 780 atendimentos psicológicos e 43 mil comprimidos e 700 ampolas de hormônio. Quem necessitava de cirurgias, era encaminhado para outros estados.

A Secretária Municipal de Saúde, Márcia Huçulak, declara que há mais de 10 anos as pessoas trans lutam pela possibilidade de realizar cirurgias no Estado, porém não havia condições de oferecer o serviço. “Agora estamos em um momento muito propício para avançar nesta política pública e conquistar mais este progresso do SUS no Paraná”.

O próximo passo é capacitar os profissionais da universidade para oferecer o serviço de qualidade. Enquanto o credenciamento não ocorre, os procedimentos serão pagos com recursos do tesouro estadual. 

Vale dizer que apenas cinco estados brasileiros contam com centros hospitalares credenciados para a realização da cirurgia de transgenitalização.

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