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Relembre o que teve de "visibilidade trans" no final de “A Força do Querer”

Ivan mostra cirurgia; peitoral foi do modelo cis Leonardo Guinther

POR NLUCON

“A Força do Querer” terminou na sexta-feira (20) e a visibilidade trans foi um dos maiores destaques. Além do homem trans Ivan (Carol Duarte
) e da travesti Elis Miranda (Silvero Pereira), houve várias referências, participações e direito a encerramento com beijo trans gay.

No folhetim de Glória Perez, Ivan realizou a cirurgia no peitoral e contou com o apoio da mãe Joyce (Maria Fernanda Cândido) e do pai Eugênio (Dan Stulbach). “É assim que eu queria”.

Para dar realismo à cena, a produção investiu na computação gráfica e no peitoral de um modelo cis maquiado, Leonardo Guinther. Nas redes sociais, ele mostrou os bastidores da novela. Muita gente se emocionou.


Sobre Elis Miranda, que durante toda novela fingiu ser homem cis para trabalhar como motorista, chegou a ser descoberta pelo patrão Eurico (Humberto Martins) durante um show. Porém, apesar de o patrão não surtar, a vida dela parece que não mudou tanto assim. 

Eurico acreditou que Elis era apenas uma personagem e que, na verdade, Nonato era um pegador cis hétero e precisava investir em personagens masculinos. Ele até se prontificou a escrever uma peça exclusivamente para a artista. Ou seja, ela continuou se disfarçando de homem para trabalhar como motorista.

Vale dizer que na cena em que Elis é "descoberta" pelo patrão no palco, há o desfile da modelo Valentina Sampaio – uma das mulheres transexuais de maior sucesso na moda da atualidade. A cena faz parte de um comercial da Hope, marca em que ela estrela um editorial. “A novela está abrindo os olhos e o coração de muita gente”, declarou.

Elis Miranda faz show e é "descoberta" por Eurico

Modelo Valentina Sampaio desfilou durante apresentação

Jane Di Castro - que durante o folhetim esteve em participações especiais - fez uma rápida aparição no show de Elis ao lado das Divinas Divas – grupo formado pelas artistas veteranas trans Divina Valéria, Camille K e Eloína dos Leopardos.

O folhetim ainda fez uma homenagem à atriz Rogéria que morreu no dia 4 de setembro deste ano, vítima de infecção generalizada. O momento ocorreu durante a performance das Divinas Divas com três fotos da artista ao fundo das amigas.

Mira (Maria Clara Spinelli) e T (Tarso Brant), artistas que são pessoas trans e estiveram no folhetim, não apareceram no final. 



Ao fim, Ivan está sem camisa na praia, abre os braços e sente o vento bater – um dos relatos de sonho corriqueiros entre a população de homens trans. Então, ele é surpreendido pelo ex-namorado Claudio (Gabriel Stauffer), que ao contrário do último encontro se mostra bastante tranquilo frente à identidade de gênero dele. 

Eles conversam, sorriem, dão um beijo e vão para a água em um momento romântico. É a cena  que encerra o folhetim. Ainda que muita gente tenha achado rápido demais a reaproximação do casal e que não tenha compreendido de fato a diferença de orientação sexual e identidade de gênero, nada mal para o primeiro personagem trans da história da telenovela brasileira.

Que haja outras iniciativas com mais personagens trans e artistas trans empregados. 



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