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Conservadores inventam boato de que professoras passam batom na boca de menino


Por NLUCON

A tentativa de conservadores para convencer a sociedade de que existe uma tentativa de “ideologia de gênero” (sic) chegou ao ponto da desonestidade. Ou seja, estão inventando notícias para que se crie um pânico e que a sociedade fique contra o combate à transfobia.

No Facebook, voltou a circular um vídeo na página Rio Conservador, que divulgou o boato de que três professoras tentam passar batom na boca de um menino. No vídeo, assistido por mais de 2,5 milhões de vezes, professoras seguram o garoto e esfregam-na boca algo que não é possível visualizar.

Ao apurar a postagem, o blog “Engana que Eu Gosto”, da Veja, confirma que houve maus-tratos, mas que a descrição que acompanha é mentirosa. Ou seja, as professoras não passaram batom na boca da criança e tampouco estavam pregando “ideologia de gênero” (sic). Elas passaram cápsula de Ômega 3, com forte cheiro de peixe, afirmando ser catarro.

O caso ocorreu em junho de 2015 no colégio Ipê Centro Educacional, em Águas Claras (DF), foi filmado por uma funcionária e levou a mãe do garoto a processar a escola. A sentença da 3ª Vara Cível de Taguatinga (DF) obrigou que o colégio pagasse 30 mil reais por danos morais.

“A conduta repugnante das prepostas da ré em esfregar um líquido com forte cheiro de peixe no rosto do menor, de forma a simular que aquilo seria ‘catarro’ restou amplamente demonstrada não só pelos vídeos trazidos aos autos como também pelo depoimento da testemunha”, diz a sentença.

Vale dizer que esse mesmo boato foi espalhado nas redes sociais em maio de 2016, acusando feministas de obrigarem o garoto a passarem batom. “A atual descrição do vídeo, assim como o anterior, portanto, não passa de mais um boato criado por detratores da chamada ‘ideologia de gênero’ (sic)”.

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