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"Ela morreu em decorrência do feminicídio", diz delegada sobre travesti Michelle da Costa


Por NLUCON

A travesti Michelle da Costa Sousa, de 47 anos, foi assassinada com uma facada no pescoço no dia 11 de outubro em Cuiabá. O principal suspeito é o ex-namorado Sebastião Ribeiro Sobral, que foi preso no dia 25 na casa dela onde o assassinato aconteceu.

Antes do crime, Michele havia entrado por duas vezes com pedido de medidas protetivas da Lei Maria da Penha contra o ex-companheiro. Uma em 2015, que ela teve que recorrer, e outra em setembro deste ano.

No relato, ela dizia que queria se separar de Sebastião, mas que ele não aceitava o fim do relacionamento. Ele foi notificado sobre as medidas protetivas no dia 4 de outubro. Uma semana depois, Michele foi assassinada.

Após o crime, o suspeito declarou que não estava em casa no momento em que o crime aconteceu. Ele declarou ter ido encontrar um amigo e apresentou um álibi. Porém, ele foi denunciado por duas testemunhas que tiveram contato com ele logo após o assassinato de Michelle.

Após a prisão decretada do suspeito, a delegada Juliana Palhares, da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) declarou que o caso é investigado como "Feminicídio", uma violência contra o gênero feminino, sobretudo no ambiente doméstico. “Ela morreu em decorrência da violência doméstica e do feminicídio”, afirmou.

Sebastião Ribeiro Sobral é o suspeito de matar Michelle da Costa

A lei do feminício é tipificada desde 2015 como consequência de violência doméstica, preconceito ou desprezo contra mulheres. Ela torna o homicídio doloso (quando há intenção de matar) um crime hediondo. A pena por homicídio simples vai de 6 a 20 anos, com o agravante do feminicídio vai de 12 a 30 anos de prisão.


Em São Paulo, o assassinato de uma travesti em fevereiro de 2015, também identificada como Michele, motivou o enquadramento do crime como feminicídio. Dada como desaparecida, ela foi estrangulada, morta a facadas e deixada em um terreno do Jardim Ângela. O principal suspeito é o namorado, que após passar a viver com ela começou a desenvolver histórico de agressividade.

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