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Escola volta atrás e diz que vai respeitar e matricular aluna trans que foi expulsa; ela está abalada


Por NLUCON

Após ser acusada de expulsar uma aluna trans de 13 anos, a Escola Sesc Educar, mantida pelo Sistema Fecomércio no Ceará, enviou um pedido de desculpas, informando que irá respeitar a identidade de gênero de Lara. Isto é, permitirá a matricula, o uso do nome social e a entrada em espaços destinados ao gênero feminino.

No dia 21 de novembro, a mãe Mara Beatriz, de 39 anos, informou que a escola havia se negado a tratá-la pelo nome feminino, que falava para ela usar o banheiro dos funcionários e que chegou a orientar que ela fosse para outra escola, negando a matrícula. A jovem estudava desde os dois anos no espaço.

Depois da repercussão nacional e de uma manifestação contra a transfobia, a escola enviou uma nota "lamentando qualquer atitude fruto de preconceito ou desconhecimento". Ela disse que fará o reajuste no sistema da instituição respeitar o nome social (o nome em que ela se identifica) na carteira estudantil dela e outros espaços. Disse ainda que não proíbe a entrada dela no banheiro destinado às mulheres.

"Reafirmando o compromisso com respeito à diversidade, à igualdade e à dignidade da pessoa humana, O Sesc/CE articulará encontro com organismos sociais para refletir sobre as questões que envolvem gênero no ambiente escolar", disse a nota. A instituição ainda disse que a matrícula da jovem está garantida para 2018.

Poém, a mãe afirmou ao jornal O Globo que a filha está muito abalada e que, apesar de todos os seus amigos estarem na escola, não sabe se voltará para lá. Ao HuffPost Brasil, Mara afirma que num país que concentra 82% da evasão escolar de travestis e trans, a filha precisa de um ambiente acolhedor no dia a dia, que respeite todos os direitos dela, que promova ações educativas para que isso não aconteça com outras crianças.

"Os educadores tem esse papel de formar o cidadão para lidar e respeitar o próximo, não somente garantir que eles ascendam profissionalmente. Só que isso não foi praticado", diz. Ela destaca ainda que, caso não tivesse exposto o que aconteceu e tido a enorme repercussão, inclusive com manifestações, "a escola não teria tomado as atitudes que depois tomou".

A mãe ressalta que nenhum problema ocorreu das outras crianças que estudam no espaço, apenas dos adultos. E que atualmente Lara está afastada das redes sociais, uma vez que além de apoio vem recebendo muitas mensagens de ódio. "O preconceito aumenta a ignorância em relação às pessoas trans", disse. 




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