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Fábio Porchat traz reflexão sobre racismo e machismo ao fazer "jogo do privilégio"


Por NLUCON

O "Programa do Porchat", exibido pela TV Record, promoveu no fim do último mês um jogo importante para trazer a reflexão sobre as opressões, falta de oportunidades e a falácia da meritocracia: o Jogo do Privilégio.

Ele consiste em trazer várias questões que barram, atrapalham ou beneficiam a vida de várias pessoas por uma questão de preconceito ou privilégio.

No caso, para cada resposta positiva, o candidato ou candidata deveria furar uma bexiga ou pegar uma bexiga (simbolizando os benefícios de "subir na vida"). Jogaram três homens cis, sendo dois negros (o humorista Paulo Vieira, o rapper Rael) e dois brancos (o apresentador Fábio Porchat e um convidado), e duas mulheres cis, sendo uma branca (convidada) e uma negra (a miss Brasil Monalysa Alcântara).

Dentre as questões estavam: "Estoure um balão quem já foi seguido por um segurança dentro de algum estabelecimento", "Estoure um quem já foi acusado pelo sumiço de alguma coisa injustamente depois de criança", "Pegue um balão quem já ganhou um carro dos pais", "Estoure um balão quem já foi confundido com algum prestador de serviços num lugar que estava frequentando", "pegue um balão quem se formou em escola particular".

Ao fim do jogo, todas as pessoas negras estavam com apenas uma bexiga cada, mostrando nitidamente o racismo no Brasil. A mulher branca estava com quatro balões, mostrando como o machismo afeta a vida das mulheres. E os homens brancos, incluindo o apresentador, estavam com mais de seis. "Quando alguém diz que não existe racismo no Brasil é uma loucura. Esse jogo mostra o racismo. E a gente não está falando de assassinato, apenas. Falamos de sair na rua e não ser parado, por exemplo".

Simbolicamente, Porchat dividiu o balão com todos e disse que o mundo seria muito melhor se as oportunidades fossem iguais. Essa reflexão poderia ser aplicada para várias pessoas gays, lésbicas, bissexuais, travestis, mulheres e homens trans, não-binários, outras transgeneridades e grupos historicamente discriminados. E feita por todos que desejam refletir sobre os próprios privilégios e o que poderiam fazer com eles. 

Assista: 






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