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Foto de Bruno Gagliasso maquiado com toalha na cabeça retrata mulher transexual?


Por NLUCON

Depois de dizer que irá interpretar uma mulher trans nos cinemas, o ator cisgênero Bruno Gagliasso posou maquiado e com toalha na cabeça para encarnar uma mulher transexual na exposição RE.VER.SO - como informa as chamadas da Folha de SP, UOL, Fórum e a hashtag usada pelo ator. Houve repercussão e reações diversas. 

Segundo o artista Gian Ewbank, cunhado do ator, o trabalho aborda uma "temática muito falada, mas pouco sentida: a diversidade. Seja ela de cultura, cor ou gênero. Forçando o debate que é atual, mas mesmo assim, ainda está entranhado em antigos padrões”.

Após exibirem as fotos, muita gente elogiou o ator pelas fotos e apoio, outras criticaram motivadas pelo preconceito e houve quem mais uma vez (e essa discussão não é nova) questionasse a insistência de sempre incluírem artistas cis para retratarem pessoas trans. E de nunca colocarem corpos verdadeiramente trans, ressaltado o pedido de representatividade, em espaços que prometem dar visibilidade.

A atriz Renata Carvalho, travesti que protagoniza a peça O Evangelho Segundo Jesus - Rainha do Céu", escreveu em seu Facebook: "Passei só para lembrar que colocar uma toalha na cabeça e maquiar-se não torna você uma pessoa transexual, apenas uma pessoa com uma toalha na cabeça e maquiada. Apenas respeitem nossa identidade. Respeitem as travestis e mulheres transexuais".

Diante da postagem da atriz, houve quem perguntasse: "Se a ideia era dar visibilidade e diversidade, por que não chamou uma trans?". Quem recordasse: "Isso me lembra um pouco aquela campanha das paraolimpíadas que mutilou atores no photoshop..." E defendesse: "Como apostar em diversidade, se as pessoas que são diversas não aparecem? Cadê as trans na exposição? Colocar um famoso branco, cis e hétero com uma toalha na cabeça não representa mulheres trans e nem ajuda a diminuir o preconceito".


Várias pessoas, contudo, acharam a discussão irrelevante, apelaram para o "mimimi", a arte que independe de sexo e, bem como ocorreu na novela “A Força do Querer”, da TV Globo, focaram que o importante é falar sobre o assunto, ainda que não haja representatividade real. Além de ressaltarem o apoio histórico de Bruno em casos de preconceito contra LGB.

Bruno e o artista não comentaram sobre as críticas até o momento. A mulher do ator, Giovanna Ewbank, elogiou: “Sem fôlego com essa obra do meu irmão Gian com intervenção em foto do Bruno de transexual por [fotógrafo] Eduardo Bravin! Parabéns, Gian! Que orgulho de você, da sua exposição, da sua sensibilidade e pensamento!”.

A exposição, que conta com 12 obras inéditas com tinta acrílica, spray, colagens e sobreposições, ocorre até 25 de novembro na galeria Luis Maluf, em São Paulo.

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