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Homem trans Carlos Brandão morre três meses após agressão; irmã aponta maus-tratos em hospital


Por NLUCON

Carlos Hestefânia Brandão de Carvalho morreu nessa segunda-feira (13), três meses depois de sofrer violência transfóbica em Duque de Caxias, no Rio de Janeiro. Além da agressão, ele teria sofrido maus-tratos no Hospital Estadual Adão Pereira Nunes, em Saracuruna, alega a família

A vítima deu entrada em coma no hospital no dia 8 de agosto, após sofrer uma grave agressão e ser encontrado com convulsão em poça de sangue. Segundo a irmã Helen dos Santos, após ficar no Centro de Tratamento Intensivo, respirar por meio de aparelhos e ir para a enfermaria, Carlos chegou a sofrer negligência.

Dentre as acusações, Helen alega que o irmão chegou a ficar um dia inteiro sem beber ou comer. Vale dizer que Carlos estava com os 
dois braços quebrados, apenas dois dois dentes na boca e traumatismo craniano.

Vendo o irmão cada vez mais debilitado, Helen conseguiu no último dia 8 que Carlos fosse transferido para o Hospital Estadual Alberto Torres, em São Gonçalo. A suspeita se confirmou: Carlos chegou com quadro de subnutrição. Ele morreu cinco dias depois, na manhã de segunda-feira.

A notícia da morte e as acusações dos familiares foram divulgadas pela Band News, e não contou com resposta do Hospital Adão Pereira Nunes.



VIOLÊNCIA ERA COMUM

Helen conta que Carlos foi designado mulher ao nascer, mas que sempre se identificou com o gênero masculino. Desde que disse ao mundo que é homem trans, passou a sofrer diversas situações de preconceito.

As agressões que ele relatava com mais frequência vieram da vizinhança. “Seu lugar não é aqui”. “Você é homem e vai apanhar como homem”, diziam. Em todos os ataques sofridos, ele tentava mudar de local para evitar novos confrontos.

Quando foi agredido, Carlos estava sozinho. Ele foi encontrado caído em uma poça de sangue com os dois braços quebrados, sem vários dentes na boca e convulsões decorrentes do traumatismo craniano.

A família só soube da violência e internação semanas depois, após o desaparecimento do rapaz. Helen revelou que teve dificuldades até mesmo para registrar o boletim de ocorrência e só o conseguiu com o auxílio de um advogado. Sobre as investigações, ninguém foi preso até o momento. 

Um comentário

Anônimo disse...

Eu sinceramente a perdi minhas esperança na humanidade as pessoas que se dizem profissional de saúde são tão desumana.

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