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Lista: 20 artistas trans e travestis negras e negros que você precisa conhecer


Por NLUCON

O Dia Nacional da Consciência Negra e Dia Internacional da Memória Trans ocorrem nesta segunda-feira, dia 20 de outubro. É um excelente momento para refletir, ressaltar e interseccionalizar as demandas dessas duas populações historicamente marginalizadas.

Também é o momento para ressaltar as pessoas que ao longo da história conseguiram superar transfobia e o racismo e fizeram (e fazem) suas contribuições para a sociedade, para os movimentos e para as artes.

Por falar em artistas, há vários e várias que continuam resistindo, ocupando espaços, mostrando seus talentos, ainda que o preconceito continue tentando fechar portas. Pensando nisso, selecionamos 20 artistas trans e travestis negras e negros que fazem história e que as pessoas precisam conhecer.

Vale ressaltar que a lista não tem a pretensão de hierarquizar, tampouco considerar quem é a ou o mais importante. Trata-se apenas de uma homenagem a tais figuras, uma maneira de que mais gente as conheçam e também registrar parte da história. Obs: se lembrarem de mais alguém, não critique, mande para a gente que a gente inclui!

DIVINA ALOMA


Aos 69 anos, Aloma é uma das artistas performáticas mais importantes e históricas do país. Passou pelas principais casas LGBT, arrasa nas performances de Elza Soares, Diana Ross, entre outras estrelas. Chegou a ser matéria da importante e extinta revista O Cruzeiro (1972), foi musa de Di Cavalcanti e destaque da escola de samba Unidos da Tijuca (2017). Continua arrasando até hoje!


MARCINHA DO CORINTO


Quem acompanhava os shows de dublagem na TV certamente já assistiu – e se encantou! – com as performances de Marcinha do Corinto. Filha de mãe índia e pai negro, ela rodou  mundo com suas performances e é a travesti brasileira com mais títulos de beleza. O sobrenome vem do extinto clube LGBT Corinto, conhecido pelos espetáculos artísticos nos anos 80.


DANDARA VITAL


É atriz carioca e que vem fazendo história no teatro brasileiro. Suas obras dialogam com as vivências, experiências e diálogos com pessoas trans e travestis. Ganhou destaque por meio do espetáculo “Dandara Através do Espelho” e atualmente emociona com a peça “Diva da Sarjeta”, que fala sobre a solidão da mulher trans e travesti.


VALÉRIA HOUSTON


A cantora foi descoberta aos seis anos em uma competição escolar. Sofreu bullying por ter uma voz feminina, até que revelou ao mundo a mulher que é. Foi semifinalistas do “Astros”, do SBT, vencedora do Festival de Canção Francesa e cantou o Hino Nacional no Congresso. Prepara o primeiro disco “Sexo Frágil”.


VÉRCIAH 


Cantor profissional desde 2007, Vérciah é intérprete da música negra em suas nuances, tanto em carreira solo quanto em bandas na Bahia. Chegou a se apresentar em diversos estados, palcos e também na Itália. Em 2017, integrou o Vércia e Muriquins, uma banda de música preta brasileira. Ele arrasa muito!


VICTORIA VIPPER


Artista performática da nova geração, Victoria sempre chamou atenção pelo talento e pela beleza. É sucesso nas apresentações em espaços voltados para a população LGBT. Também venceu inúmeros concursos de beleza, antes mesmo de revelar ao mundo que é uma mulher trans. Victoria é sucesso!


DANNA LISBOA


Rapper, professora de dança e performer, Danna bate de frente com o preconceito por meio de sua arte. Lançou neste ano o primeiro EP, Ideais, com músicas falam sobre vivências de uma pessoa trans, travesti, negra e periférica. Chegou a vencer prêmio do Filmworks Fesival. Sim, Danna é talento puro!


FUJICA DE HALLIDAY


Artista que integra o grupo carioca "Divinas Divas", Fujica tem trajetória artística de mais de 50 anos. Seus números vão desde dublagens glamourosas, ressaltando clássicos da música, quanto humoradas. Participou do premiado documentário dirigido por Leandra Leal, reencontrando o antigo grupo formado no Teatro Rival.


CRISTAL LOPEZ


Talento reconhecido e aplaudido em clubes, blocos de carnaval e outros espaços artísticos de Belo Horizonte. Começou a carreira artística aos 16 anos, dançando balé e jazz. Com o tempo, desistiu do grupo e passou a fazer as próprias coreografias, figurinos e performances. Deu muito certo.


LINIKER


Desde 2015 é cantora da banda Liniker e os Caramelows, que aposta em músicas do gênero soul e black music. A estreia da música Zero catapultou milhões de acessos no Youtube e o sucesso meteórico. Em uma turnê chegou a contabilizar mais de 80 shows


VALESCA DOMINIK


Vencedora do Miss T Brasil 2013, Valesca foi alvo de racismo por parte da torcida, que dizia que não tinha qualidades para ser miss. No ano seguinte, respondeu à altura ao ir concurso internacional, o Miss International Queen, na Tailândia, conquistando os jurados e ficando com o vice. Sim, trans black is beautiful.


ODARA SOARES


A rapper paulista de 24 anos lançou em 2017 a música e o clipe "Palavra", que pede respeito pela existência "preta, trans e tatuada". Seu objetivo é, por meio da arte, lutar pela população LGBT, negra e minorias.


BRUNO SANTANA (TRANSBATUKADA)


Bruno integra a banda Transbatukada, um grupo de homens trans instrumentistas na Bahia, bem como Cris Assis, Theo Brandon, Nicolas Carvalho e Roberto Sousa,. A ideia é integrar arte e ativismo, contribuir com espaços de militância, fortalecer a população e conscientizar por meio da arte.


MARIANA MOLLINA


Dançarina e artista performática completíssima, Mariana arranca aplausos e elogios por todos os palcos onde passa. Chama atenção como cover da Beyoncé, tanto que esteve na novela "Salve Jorge" e diversos programas de TV performando. E evidentemente arrasando.


MC DELLACROIX


Com a vontade de compor, falar e cantar para o mundo a vivência travesti, negra e periférica, MC Dellacroix chegou tombando tudo no mundo rapper. Se apresentou em shows, conferências, fez parcerias e lançou neste ano o single Quebrada. É porta-voz do projeto internacional Brazilian Spring.


MEL GONÇALVES


Cantora, modelo, atriz e apresentadora, Mel Candy está presente em várias manifestações artísticas e de militância trans. Integrou a Banda Uó por sete anos, apresenta o programa Estação Plural, do Canal Brasil, atuou na série “A Vida Secreta dos Casais”, da HBO, além de estrelar diversas campanhas publicitárias, como a da Avon. Dona da p.... toda!


MARCELO CAETANO


Ele foi o primeiro homem trans negro a se formar em Ciência Política pela Universidade de Brasília no último ano. Além deste feito, chamou atenção ao mostrar a veia artística como poeta em seu discurso de formatura, emocionando e conscientizando a todos. "Os mortos da democracia se acumulam. Já não se escondem mais nos porões", diz um dos trechos. Tem site e vídeos com conteúdos necessários!


MC XUXÚ


A funkeira coleciona hits que a comunidade LGBT simplesmente AMA. Dentre eles, “Um Beijo” – em que manda beijo pro DJ, pro MC, pra quem é do bem e, claro, para as travestis. Desde então, emplacou "Bonde das Travestis", "Quero Ficar", "Eu fiz a Chuca", "O Clã". Foi elogiada por ninguém menos que Elza Soares.


JESSIkA SIMÕES


Sempre elegante, talentosa, linda e com muita presença de palco, Jessika Beyoncé sempre arrasa nas performances. Também faz bonito em concursos de miss. Após conquistar o título no Brasil, foi para a Tailândia e ficou em segundo lugar no Miss International Queen em 2012. Toma beleza!


LINN DA QUEBRADA


A cantora se define como bixa travesty, preta e periférica. Também é atrox, bailarinx, performer e terrorista de gênero. Faz da música uma importante arma na luta contra os paradigmas sexuais, de gênero e de corpo. Lançou neste ano o álbum Pajubá.


AS BAHIAS E A COZINHA MINEIRA


Ao lado de Assussena Assussena, Raquel Virgínia integra o vocal da banda "As Bahias e a Cozinha Mineira". O grupo começou na Universidade de São Paulo em 2011, se apresentando em festas universitárias. Logo ganhou o Brasil.  Com música em defesa da diversidade e igualdade de gênero, já lançaram o álbum "Mulher" em 2015 e "Bixa" em 2017.


ALICE GUÉL


A nova geração de artistas chega empoderada e sem medo de causar. Prova disso é que a rapper Alice Guél estreia nos palcos com muita energia, talento e resistência trans/travesti negra. Seu single de estreia é nada mais nada mais que "Deus é Travesti". Vale MUITO conhecer!


NATT MAAT


Aos 24 anos, a rapper, compositora, produtora cultural e militante engrossa o caldo contra os preconceitos e opressões. Seu primeiro single chama "Transfobia", tema que ela chegou a apresentar para secretários da cultura da Baixada Santista, em São Paulo, destacando a falta de oportunidade no mercado de trabalho. Ela prepara novidades aos fãs...



IN MEMORIAN

LAYLA KEN



Uma das artistas mais talentosas que passaram pela noite LGBT, Layla Ken simplesmente arrasava nas performances com hits de Whitney Houston, Elza Soares, Ru Paul e Beyoncé. Chegou a ir para a TV mostrar seu talento e ser reconhecida. Venceu inúmeros concursos de beleza, bem como o Miss BrasiL Gay 2008. Layla morreu no dia 19 de novembro de 2017 aos 32 anos.


LADY BUTTERFLY


Talento, energia e diversão era algumas das qualidades da dançarina Lady Burtterfly. Ela se apresentava em várias casas de show em Porto seguro e também animava o complexo de lazer Axé Moi. Foi assassinada a facadas no dia 18 de novembro de 2013. O assassino, um ex-namorado dela, foi preso em agosto de 2017.

LACRAIA



Em 2002, surgia na mídia brasileira a funkeira Lacraia. Ela dançava com MC Serginho e animava a todos com os hits "Eguinha Pocotó" e "Vai, Lacraia". Morreu em 2011 aos 34 anos.


WELLUMA BROWN



Ela aliou a arte e a militância. Contava que teve o privilégio de ser juntar às chacretes nos anos 70, participar de inúmeros programas de TV e ter o nome dado por Elke Maravilha. Dentre os cargos que teve na militância, articulou o "Instituto Associativo Brasileiro de Entretenimento e Cultura LGBT". Morreu no dia 11 de janeiro de 2013, após um acidente doméstico com fogo.


LAILA DOMINIQUE



Ela se tornou conhecida após um vídeo em que diz que "cada faxina é um flash" viralizar nas redes. Depois, foi para diversos programas TV, como da Sabrina Sato, Silvio Santos e Eliana, com um número musical inusitado: dançava enquanto colocava um gigantesco copo de cerveja (sem álcool, ela fazia questão de dizer) na boca. E bebia tudo. Morreu em maio de 2015.



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Um comentário

Luiz faria disse...

Leyllah Diva black,umas das artistas negras mais diversificada da noite paulistana ficou de fora.

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